Produtos fixos na despensa

29 de novembro de 2017

Arroz cateto, farinha de mandioca, feijão fradinho, farinha integral, aveia em flocos, amendoim, açúcar mascavo, gergelim, linhaça e semente de girassol

Se você é do tipo que ainda usa a desculpa da falta de tempo pra comer mal, vai no supermercado a cada vez que sente fome e compra tudo pronto (lasanha, pão, ricota, bolacha, hambúrguer), vou te dar uma dicas.

Escolha um dia por mês pra comprar os produtos que vou listar a seguir. Alguns cereais e farinhas servem de base pra diversos pratos rápidos, saudáveis e muito mais baratos que uma lasanha congelada. Com eles em mãos, é só juntar os vegetais da estação, temperos, e acabaram todas as suas desculpas. 

Ah! Umas dicas:

⠂Não compre um quilo de cada coisa. Semente de girassol e linhaça, por exemplo, vamos usar em pequenas quantidades;
⠂Produtos comprados a granel, em lojas de produtos naturais, saem bem mais barato do que em supermercados;
⠂Depois de abertos, armazene tudo em potes de vidro, bem fechados;
⠂Nessa lista, não estão nem óleos nem os temperos, porque eles merecem um post só pra eles. Aguarde!

Aveia* (R$ 6,90/kg) 
*Se o seu liquidificador não for dos melhores, compre farinha de aveia (R$ 7,5/kg) também!
Pra que: leite, granola, brigadeiro, cremes, sopas, hambúrgueres, bolos, tortas...
Por que: fonte de fibras que podem auxiliar no controle de peso, na redução do colesterol, além de interferir na absorção da glicose, proporcionando menores picos glicêmicos após as refeições.
Sugestões de receitas: leite de aveia, hambúrguer de aveia a parmegiana, docinhos a base de aveia, panqueca de banana, mini bolinhos de banana, estrogonofe de berinjela. 

Arroz orgânico (R$ 5,90/kg)
Pra que: pra acompanhar o feijão e pra servir de base pra outras receitas, como hambúrguers e bolinhos.
Por que: o arroz, na sua forma integral, preserva as vitaminas, minerais, ácidos graxos essenciais e fibras.
Sugestões de receita: iogurte de manga com kefir, leite de arroz, kitchari indiano, PF dos sonhos

Feijão fradinho (R$ 7,90/kg) e outros feijões de sua preferência.
Pra que: como o grão de bico está caro, esse vai ser nosso substituto. Vai servir pra saladas, pastas, almôndegas...
Por que: os feijões são uma excelente fonte de proteína vegetal. Além disso, possuem carboidratos complexos, fibra, vitaminas do complexo B e ferro.
Sugestões de receita: falafel de feijão, omelete de feijão, hambúrguer de feijão com mandioca.  

Em tempos de vacas magras a gente troca o grão de bico pelo feijão fradinho.

Linhaça* (R$ 6,30/kg): 
*Se o seu liquidificador não for dos melhores, compre farinha de linhaça (R$ 14/kg) também!
Pra que: pode substituir o ovo, vai servir pra empanar bolinhos e adicionar a textura crocante a outras receitas.
Por que: fornece gorduras poli-insaturadas, essenciais para manutenção da saúde, fibras, que auxiliam no funcionamento intestinal, além de carboidrato de absorção lenta e proteína.
Sugestões de receitas: bolo de chocolate, cracker de linhaça, panqueca de banana

Farinha de trigo orgânica* (R$ 8,00/kg) 
*O nosso trigo de hoje não é o trigo que sua avó comia. Por isso, tente comprar o orgânico, que costuma sair de R$ 2 a R$ 5 mais caro. 
Pra que: pra tortas, bolos, panquecas, pães. 
Por que: fornece e energia para o organismo.
Sugestões de receitas: bolo de cacau com banana. 

Melado (R$ 12/L)
Pra que: vai adoçar bolos, panquecas, vitaminas. 
Por que: é um pouco menos calórico do que o açúcar e mantém nutrientes como cálcio, magnésio, fósforo, ferro e potássio.
Sugestões de receita: tortinhas de maçã. 

Açúcar mascavo (R$ 7,5/kg)
Pra que: vai adoçar bolos, brigadeiros, tortas e ajudar a cortar a acidez de molhos. 
Por que: é menos processado do que o açúcar refinado, que passa pelas etapas de branqueamento, cristalização e refino, resultando em calorias vazias.
Sugestões de receita: bolachinhas de sobras, bolo de coco

Polvilho azedo (R$ 9,5/kg)
Pra que: vai arrasar em pães e queijos vegetais. 
Por que: é um ingrediente tipicamente brasileiro, uma alternativa sem glúten e considerada um alimento in natura, ou seja, na sua produção não há uso de aditivos químicos.
Sugestões de receita: pãezinhos de batata, requeijão de inhame

Farinha de mandioca (R$ 13/kg)
Pra que: farofa, além de servir pra empanar e dar consistência a brownies e hambúrgueres. 
Por que: assim como o polvilho é um ingrediente tipicamente brasileiro, uma alternativa sem glúten e considerada um alimento in natura, ou seja, na sua produção não há uso de aditivos alimentares.
Sugestões de receita: dadinhos de tofu, farofa de dendê

Gergelim branco com casca (R$ 13/kg)
Pra que: vai virar leite, ricota, queijo, além de dar crocância a pães, tortas e farofas. 
Por que: pois possui gorduras boas, proteína, carboidrato e fibras alimentares. Importante fonte de cálcio, além de fornecer outros nutrientes como fósforo, ferro e vitaminas do complexo B.
Sugestões de receitas: ricota de gergelim, leite de gergelim, creme de gergelim pra gratinar. 

Sim, eu compro gergelim por kg! Uso pra fazer ricota toda semana! Um pacote desse dura um mês lá em casa.

Amendoim torrado sem sal e sem pele (R$ 16,95/kg)
Pra que: ele é o primo pobre das castanhas. vai virar leite, vai acrescentar sabor a doces e levar um toque asiático pra molhos e caldos. 
Por que: fornece gorduras boas, proteínas e baixa quantidade de carboidrato, além de compostos antioxidantes que previnem diversas doenças.
Sugestões de receita: leite de amendoim, leite condensado caseiro, docinhos, patê de lentilha com amendoim.

Semente de girassol sem casca (R$ 20/kg)
Pra que: vai virar farofa e granola, além de ser mais um ingrediente pra dar o toque "crocante" nas receitas. 
Por que: fornece gorduras boas, além de importantes quantidades de magnésio e zinco. 
Sugestões de receita: leitericota (é só fazer exatamente o mesmo processo da ricota de gergelim, usando a semente de girassol. 

*Todas as informações nutricionais foram fornecidas pela nutricionista Debora Bottega.

Estrogonofe de berinjela - R$ 5,78

28 de novembro de 2017
Vocês viram Masterchef nessa semana? Eu piro naquele sotaque da Irina e no jeito dela de cozinhar. Torço horrores. 

Todo mundo me pergunta por que eu vejo Masterchef já que as receitas costumam levar carne. Quando tem uns bichos pendurados eu desligo a TV, mas em geral sempre aprendo umas coisas aleatórias. E como não amar esse ser chamado Paola Carosella? Foi no Masterchef que eu aprendi que não se pode mexer o feijão depois de temperar. Tem que deixar criar aquela crostinha em cima pra engrossar o caldo. No último episódio, a Irina deu uma dica ótima que eu não sabia: é bom colocar o leite de côco só no fim das receitas, com o fogo já desligado. Se deixar ele cozinhar e ferver, o côco vai soltar muita gordura e o caldo vai ficar rançoso. 

Não sei por que tô contando tudo isso porque não tem nenhuma relação com o prato de hoje. Eu tava só tagarelando mesmo. 


Por cima, coloquei a palha de inhame


Essa receita é o melhor exemplo de que comida saudável pode ser muito barata e muito simples. O estrogonofe de berinjela sustenta cerca de 6 pessoas de apetite moderado ou 4 famintas. Eu sempre faço essa mesmíssima receita com abobrinha e esta continua sendo a minha opção preferida. Com a berinjela fica uma delícia também, mas a abobrinha é mais neutra e absorve bem o gosto do molho.  Acho que fica mais suculento! Então faça com o que você tiver em casa ou o que tiver mais barato no hortifruti. Se você tiver ostentando, pode fazer com cogumelos também! Com shitake dá vontade de chorar, de tão bom. Mas o preço da receita vai multiplicar por muitos reaizinhos. 

O essencial de todo estrogonofe é aquela cor meio rosada, certo? Que surge da mistura do molho de tomate com o creme de leite. Eu não como creme de leite, então uso o leite de aveia no lugar. Não pode ser outro leite vegetal.  Tem que ser o leite de aveia porque ele vai dar cremosidade e vai ajudar a engrossar o estrogonofe. Se você usar outro leite, o caldo vai ficar ralo. Entendido?

Pro leite de aveia
⠂1 xícara de aveia em flocos grossos
⠂4 xícaras de água quente

Como eu fiz
É só bater e coar. 

Observação: é melhor deixar a aveia de molho por 8 horas para neutralizar os antinutrientes, como a gente faz com feijão. Não esqueça de descartar essa água do demolho. 

Pro estrogonofe
⠂2 dentes de alho picados
⠂1 cebola média cortada em cubos
⠂2 berinjelas ou abobrinhas médias cortadas em cubos
⠂2 xícaras de molho de tomate (opcional)
⠂1 xícara de leite de aveia
⠂2 colheres (de sopa) de molho de mostarda
⠂2 colheres azeite de oliva
⠂2 colheres de sopa de óregano
⠂salsinha e cebolinha a gosto
⠂sal a gosto
⠂outras pimentas a gosto (coloquei páprica picante e pimenta do reino)

Observação: Se você tiver numa fase ryca da vida, também pode acrescentar palmitos picadinhos ou champignon). Se não for usar molho de tomate, pode acrescentar uma colher de sopa de colorau pra dar uma corzinha. 

Como fazer
Se você é da turma que costuma estranhar o amargo da berinjela, coloque os cubinhos imersos na água com duas colheres de sopa de vinagre por uns 10 minutos. Escorre bem e pronto. Numa panela, refogue o alho e a cebola no azeite até dourar. Acrescente os cubinhos de berinjela. Coloque o molho de tomate e o leite de aveia. Tempere com orégano, sal, pimentas a gosto e a mostarda. Espere ferver por uns 6 ou 7 minutos e pronto. Desligue e o fogo e acrescente a salsinha e a cebolinha. 

Pra palha de inhame
1 inhame grande ralado 
sal a gosto

Como eu fiz
É só misturar tudo e jogar na frigideira elétrica ou fritar por imersão. Tem gente que diz que dá pra fazer no forno, mas eu nunca consegui. 

Vai dizer que não fica lindo?

Nutri responde: como evitar a azia

22 de novembro de 2017
Não sei vocês, mas tem umas comidas que me dão uma azia insuportável. Em geral, cebola e alho crus, essas frituras super oleosas ou coisas com tempero pronto, tipo sazon e caldo knor. Não coloco essas coisas na minha comida, obviamente, mas nem sempre sei a procedência do que como na rua. Conheço muita gente que passa por isso com frequência também e recebi umas mensagens de leitores pedindo dicas do que comer pra evitar a azia. Por isso, recorri à nossa nutricionista parceira, a Débora Bottega, pra responder a algumas dúvidas sobre esse assunto. 

Ah! Não custa lembrar que a Débora atende aqui em Floripa e dá a opção de consulta a preços sociais pra quem não pode pagar o valor inteiro. Então, se você conhece alguém que está em busca de um nutricionista e não quer esperar muito fila do SUS, já temos aqui uma profissional pra indicar. 


Vamos às perguntas que fiz à Débora:

Há pessoas que sofrem mais com azia do que outras, mesmo se comerem a mesma coisa? 
Sim. Podem ter fatores genéticos, patológicos, de hábitos e de alimentação que vão influenciar. É necessário levar em conta o que está causando os sintomas para poder pensar na ações. Os sintomas de desconforto gástrico após as refeições, de queimação, eructação, inchaço, náusea podem ser causados por certos excessos e ter poucas consequências ou podem ser indicadores de problemas mais sérios como refluxo gastroesofágico, esofagite, hérnia hiatal, gastrite e úlceras.

A causa e o tratamento de cada situação são diferentes, não se pode generalizar e, se os sintomas são recorrentes, é necessário procurar um médico para que o diagnóstico seja feito. Depois disso, o nutricionista pode entrar com as orientações alimentares que, dependendo da situação, serão o tratamento principal ou complementares ao tratamento médico.

Lembrando que o não tratamento de algumas situações como a infecção crônica com H. pylori parece aumentar o risco de carcinoma de estômago, assim como o fumo, consumo excessivo de álcool, obesidade, alimentação pobre em fibras e com alimentos excessivamente salgados.


Há alimentos que, em geral, são indigestos pra todo mundo? Quais são eles?
Sim, existem alimentos que por suas características próprias são mais difíceis de digerir, como é o caso das leguminosas: feijões, lentilha, grão de bico, das carnes, principalmente a vermelha, o leite UHT e alguns vegetais. Pra melhorar a digestão dos grãos, é necessário deixá-los de molho por, pelo menos, 8 horas. Mas não há um consenso científico sobre quanto tempo cada leguminosa deve ficar de molho. Também existe a alternativa de deixar o grão germinar, aumentando atividade enzimática e melhorando a digestibilidade. Neste o caso o tempo vai variar para cada alimento, variando de 12 horas a 15 dias. 

Os alimentos podem causar azia por diferente motivos, por exemplo, alguns são irritantes da mucosa, como a cafeína, o sal e o álcool, outros alteram a pressão do esfíncter esofágico inferior (é ele que impede o retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago), tais como: café, mate, chá preto, bebidas alcoólicas, chocolate, hortelã e ainda os de difícil digestão como é o caso do pimentão.

A gordura está mais relacionada com o excesso, pois ela retarda o esvaziamento gástrico, mesmo uma gordura boa e excesso pode gerar desconforto gástrico. Além disso a digestão da gordura é lenta, de forma que grandes quantidades de gordura tornam a digestão mais demorada causando sensação de “estufamento”. 

Há combinações de alimentos que não são recomendadas porque podem causar azia?
A combinação de vários alimentos na mesma refeição, principalmente se são indigestos, vai agravar a situação. Mas mais do que isso, a combinação de grandes refeições com a ingestão de líquidos pode ser prejudicial e deve ser evitada.

 Em geral, o que pode ser feito pra evitar a azia?
⠂Manter-se no peso adequado.
⠂Evitar consumo de bebidas alcoólicas.
⠂Comer devagar, mastigando muito bem os alimentos.
⠂Evitar tabagismo ativo e passivo, pois a nicotina diminui a pressão do esfíncter esofágico superior (que é quem impede o refluxo do conteúdo ácido do estômago para o esôfago), além de comprometer a integridade gastrointestinal.
⠂Não tomar medicamentos sem necessidade, já que algumas medicações podem aumentar o risco de esofagite em pessoas suscetíveis.

No geral podemos dizer que é necessário manter-se saudável e evitar exageros, sejam eles alimentares, de consumo de álcool, fumo e até mesmo de estresse e medicamentos. Outras questões devem ser analisadas individualmente e como comentando anteriormente, dependendo da causa haverá necessidade de cuidados específicos.

Depois que a azia se manifestou, é possível comer outros alimentos para aliviar?
Existem alimentos e bebidas que podem auxiliar na digestão e no controle da azia, antes e após as refeições. Para consumir antes: suco de limão ou kombucha, que é um chá fermentado. Depois das refeições, alimentos como abacaxi, o gengibre e chás como funcho, erva doce e alecrim ajudam na digestão. 

Se a sensação de azia veio ou foi agravada por exageros alimentares, precisamos deixar o organismo trabalhar, então nada de forçar uma próxima refeição antes de terminar a digestão. Algumas pessoas faziam isso por seguir aquela regra de comer a cada 3 horas, que não tem sentindo.

Docinhos por menos de R$ 5

21 de novembro de 2017
Eles ficam tão bonitinhos, né?

Não me culpo quando como um brigadeiro, um bombom de cupuaçu da vó do Renato, o mousse da Marcela Maria, um pedaço do pudim de leite do Tio Ni. Essa relação de comer e se torturar me preocupa muito! Vamos parar com isso, por favor? Acho que se temos uma alimentação equilibrada, combinada com a prática regular de atividade física, dois brigadeiros não são o fim do mundo. Aliás, comida também é prazer, história, cultura e sociabilidade. 


Mas precisamos ter uma coisa muito clara na cabeça quando o assunto é açúcar: a palavra MODERAÇÃO sempre vai vir junto. Até em relação às frutas. Nem uma banana você pode comer como se não houvesse amanhã, muito menos algo que tenha açúcar, mesmo nas versões menos refinadas como mascavo e melado. E não vamos falar de xylitol porque isso não tem nome de comida e custa toda a minha poupança.

Eu já contei nesse post que sou uma viciada em doces em eterno tratamento. Mas hoje tenho milhares de conquistas pra mostrar pro mundo, das quais me orgulho: 

Cortei a sobremesa da minha rotina. Eu percebi que comer qualquer quadradinho de chocolate ou outro doce depois do almoço me deixa com vontade de comer mais doce ao longo de toda a tarde. O que eu faço hoje? Às vezes como frutas depois do almoço, dessas que ajudam na digestão, como abacaxi e tangerina. E, logicamente, se fui comer na casa de alguém e a pessoa oferece a sobremesa, dessas caseiras, eu vou comer. Se for em algum restaurante badalado também. Mas na minha casa não.

Deixo pra comer algo doce no lanche da tarde e, se possível, algo acompanhado de fibras, pois elas ajudam a retardar a absorção de açúcar no sangue e evitar a compulsão. Então, no fim da tarde, eu aproveito pra comer um pedaço de bolo integral, uma bolacha de aveia que eu mesma faço, uma torrada com geleia, ou uma vitamina de banana. Esse hábito, juro, reduziu absurdamente a minha vontade de comer doce na vida. Também tenho na despensa alguns chocolatinhos com, no mínimo, 60% de cacau na composição, pros dias em que estou muito estressada. Sim, o cacau tem propriedades que dão uma sensação de felicidade.

Larguei todos os doces ultraprocessados, desses que vêm pronto em embalagens no supermercado (biscoito, bolo, torta, cereais matinais, toddynho). Além de ter muito açúcar, eles contêm gorduras péssimas e toneladas de conservantes.

Então vamos parar de enrolação e falar logo das receitas. Nesse fim de semana, a família inteira vem aqui pra casa e resolvi fazer uns docinhos pra tomarmos com chá ou café. Não, não podemos chamá-los de saudáveis. O que eles são é naturais, sem conservantes, sem gordura e com fibras. E precisam ser comidos com moderação!

Fiz vários testes (agradeço muito todo mundo que me mandou sugestões) e cheguei a três receitas. De todas, a minha preferida é o docinho de coco, de longe. 

Observações: A aveia é uma ótima opção pros doces porque, além de ter fibras, que evitam o pico de glicemia no sangue, ela dá saciedade, o que vai evitar que você coma o prato inteiro. Os docinhos são mais gostosos depois de ficar um tempo na geladeira, pelo menos umas duas horas. Comê-los quente, de colher, não é a mesma coisa.


Docinhos de chocolate - R$ 3,80
⠂1 xícara de água quente
⠂3/4 de xícara de aveia em flocos
⠂1/2 xícara de melado de cana ou açúcar mascavo (se você não está acostumado com doces menos açucarados, faça com o mascavo)
⠂1 pitada de canela
⠂2 colheres de sopa de cacau em pó sem açúcar. 
(Também dá pra colocar café passado em vez da água quente, mas aí vira um docinho de chocolate com café)

Como eu fiz
Bati no liquidificador todos os ingredientes. Tem que bater bem, o creme tem que ficar lisinho, não pode ficar os pedaços grandes da aveia. Depois é só jogar numa panela e mexer por 2 ou 3 minutos, até formar a consistência firme de um brigadeiro tradicional. Aí coloca na geladeira por 1 hora e já pode fazer as bolinhas. Passei no cacau em pó apenas. 



Docinhos de coco - R$ 4,70
⠂1 xícara de água quente
⠂3/4 de xícara de aveia em flocos
⠂1/2 xícara de açúcar demerara (o mascavo e o melado deixariam a massa muito escura)
⠂1/2 xícara de coco ralado fresco ou comprado a granel sem açúcar. 

Como eu fiz
Bati no liquidificador todos os ingredientes. Tem que bater bem, pra sumir os pedaços da aveia. Mas nessa receita, esse creme não vai ficar lisinho por conta dos pedaços de coco. Depois é só jogar numa panela e mexer por 2 ou 3 minutos, até formar a consistência firme de um beijinho tradicional. Depois é só deixar na geladeira por 1 hora e fazer as bolinhas. Passei no coco ralado. 

Docinho de amendoim - R$ 3,25 
1 xícara de batata doce descascada e cozida
1/2 xícara de açúcar mascavo
1/2 xícara de amendoim torrado sem casca e sem sal (ou dois colheres de sopa de manteiga de amendoim)

Como eu fiz
Cozinhei a batata doce já descascada numa panela com água e amassei o amendoim num pilão, até formar uma farinha. Depois só bati tudo no liquidificador. Levei na panela por uns 5 minutos, até desgrudar. Deixei na geladeira por 2 horas pra criar consistência na massa e enrolei no farelo de amendoim, que fiz no pilão também.

E fica outra dica pra aqueles que estão em tratamento do vício do açúcar, como eu. Esse livro da Sonia Hirsch é sensacional pra entender porque somos todos viciados nesse troço e como é possível lidar com isso sem cortar os pulsos.


Bolo de cacau com banana - R$ 7,82

18 de novembro de 2017
Vamos combinar uma coisa? Não vou dar conta dessa joça com tanta frequência. Resolvi ser mais sensata e assumir o compromisso de um post por semana! Acho que rola mais de um, mas é melhor não assumir essa bagaça pra não ficar chato com vocês, tá?

Agora no verão a minha demanda de trabalho deve aumentar. E vocês devem ficar felizes com isso porque significa que vou ter mais grana pra comprar comida e testar os paranauê aqui. Se você ainda não me segue no Instagram, corre lá! Eu cito algumas receitas que não entram no blog e algumas outras bobagens que talvez não acrescentem em nada na sua vida. Mas é isso. 

Hoje vamos falar de bolo! A coisas que mais me empolga a ir pra cozinha! Não faço um feijão empolgadona. Nem uma farofa. Faço porque gosto de comer essas coisas. Mas prazer mesmo, do tipo: "que vontade de fazer isso" é só com bolo! Amo! Acho mágico misturar umas coisinhas e, do nada, de repente, surge um bolo crescido. Lindo! Tudo que é assado pra mim é mais gostoso. 💙💙

Eu tenho uma dificuldade imensa de fazer bolos veganos. Porque a gente nasce sabendo que bolo leva ovo. É a base. Tirar o ovo do bolo é tipo Bochecha sem Claudinho. Mas acho que tá na hora de desconstruir essas coisas e explorar menos as pobres das galinhas. Partiu testar bolos sem ovo então. Pesquisei, gastei meu rim comprando livros, falei com pessoas, fucei blogs, acumulei umas informações e cheguei em resultados bem dignos. Que agora vou compartilhar com vocês.

Primeiro, a gente ouve falar que dá pra substituir o ovo pelo gel de linhaça. Mas nem sempre precisa. Aprendi isso testando. Bolo com linhaça costuma ficar gelatinoso. Ou sou eu também que não sei fazer o negócio. Pode ser. Mas encontrei outras receitas mais fáceis e d-e-l-i-c-i-o-s-a-s. Você jamais vai sentir falta do ovo.

A base de um bolo vegano digno é simples: farinha de trigo, água, açúcar, óleo e fermento. Mas as coisas com esse corpo ruivo não são tão simples. Pra mim bolo tem que ter fibra. Porque eu sou a louca do doce e fico fora de mim se a coisa não me dá saciedade. Bolo tem que ser integral pra encher meu bucho logo e parar de comer. Então eu vou te dar duas receitas maravilhosas de bolo. Uma básica de chocolate e uma com banana, pra não desperdiçar aquelas bonitas que tão quase estragando.

O bafo do dia é que me libertei do fermento royal! Sim! É possível! A combinação de bicarbonato de sódio com vinagre de maçã faz o bolo crescer da mesma forma que o fermento faria! Não é um sonho?

Vamos lá. Eu fiz essa receita duas vezes, de formas diferentes! Escolha a que for mais interessante pra você! Ó, antes que me perguntem! Não sei se rola uma versão sem glúten! Minha experiência com misturas de farinhas sem glúten pra bolos é péssima. Nunca deu muito certo! Como eu não sou celíaca, prefiro bolos com farinha integral por conta das fibras mesmo, que retardam a absorção do açúcar no sangue. Mas você pode testar e depois me avisar se deu certo!

Ah! Não esqueça de uma coisa! Sempre que for começar uma receita de bolo, já deixe o forno ligado! Precisa estar bem quente quando for colocar a massa!

E atenção: bolo é açúcar! Não se iluda! Nada de comer a fôrma inteira de uma vez! E pare com esse negócio de querer fazer com uva passa ou xylitol pra comer o bolo todo numa sentada. Acostuma-se com o hábito de comer com moderação. 

#Fica a dica: Não use aquela farinha da marca Dona Benta. Eu acho muito ruim! Se puder pagar, prefira outras um pouco mais caras ou artesanais. Eu consigo comprar as farinhas orgânicas aqui em Floripa por R$ 6/kg. 

Receita 1 - Bolo de cacau básico

Ingredientes
⠂3 xícaras de farinha de trigo
⠂2 xícaras de açúcar mascavo
⠂1 xícara e 1/2 de água morna
⠂3/4 de xícara de óleo
⠂1/3 de xícara de cacau em pó
⠂1 colher de fermento (ou 1 colher de chá de bicarbonato de sódio e 1 colher de sopa de vinagre de maçã)

Como eu fiz
Misturei os secos primeiro e, em seguida, os líquidos. Mexi bem e coloquei a massa uma assadeira retangular untada com farinha. Assar por 45min a 200 graus.

E a maturidade de esperar esfriar? Aqui esse bolo não durou 2 dias! Família comeu compulsivamente. 

Receita 2 - bolo de cacau com banana

Ingredientes
⠂3 xícaras de farinha de trigo integral (ou metade de farinha integral e metade branca pra uma versão mais fofinha e areada)
⠂1 e 1/2 xícara de açúcar mascavo
⠂1 e 3/4 de xícara de água morna
⠂3/4 de xícara de óleo de girassol
⠂1/3 de xícara de cacau em pó
⠂6 bananas pequenas maduras com casca
⠂1 colher de chá de bicarbonato de sódio
⠂1 colher de sopa de vinagre de maçã
⠂canela a gosto

Como eu fiz
No liquidificador, bati 3 bananas com casca, a água morna e o óleo. Enquanto isso, misturei todos os ingredientes secos numa tigela. Depois, acrescentei a massa do liquidificador. Por último, o bicarbonato e o vinagre de maçã, que vão fazer a função do fermento. Na forma redonda, daquelas com furo no meio, untei com óleo, salpiquei cacau e canela e coloquei rodelinhas de 3 bananas com casca e tudo. Por cima, despejei a massa do bolo. Assei por 55 minutos em fogo baixo. 

Observação: pra deixar o bolo mais fofinho, a dica é peneirar a farinha!

É isso! Já pode passar o café! :)
Olha essa casquinha caramelizada em cima! É demais! Maturidade zero!

O Prato Feito dos sonhos - R$ 8,71

8 de novembro de 2017
A vida deu uma apertada e não tô conseguindo postar três coisas por semana aqui, como eu tinha prometido inicialmente! O fluxo de trabalho jornalístico ainda deve aumentar com o fim do ano e, por isso, talvez tenhamos que fazer um novo acordo sobre a frequência das postagens. 

O post de hoje é sobre o PF, meu prato preferido da vida. Acho que ele precisava ser mais valorizado. Tem uma pizzaria, uma hamburgueria e um sushi em cada esquina desse país, mas não se encontra um PF decente tão fácil. Uma tremenda injustiça isso. Não há risoto que desbanque um bom prato de de arroz, feijão e farofa.💙

Pra trazer uma acidez, a la Masterchef, incluí um vinagrete a base de um ingrediente menosprezadíssimo, o chuchu. E porque sou metida mesmo, resolvi fazer a couve numa versão mais sequinha, pra dar um crocante delícia.

E pra ficar imbatível não podia faltar coentro. Sou do time que colocaria coentro até no pudim, mas o povo aqui em casa não me apoia nessa empreitada! Então me contenho. Pensei em incluir uma banana da terra grelhada também, mas não sobrou mais espaço no prato nem na minha barriga. 

E uma coisa importante: trabalhadores das biroscas com vendem PF desse Brasil, facilitem a vida dessa gente que não come carne, como eu! Não precisa colocar bacon na couve, na farofa e no feijão. Assim, todo mundo tem o que comer e pode ser feliz.

A receita total serve 3 pessoas bem famintas ou 4 que comem de forma moderada. Na verdade, a receita do vai dar feijão pra mais refeições. Eu não consigo fazer menos feijão do que isso porque já sou acostumada aumentar a quantidade pra congelar

Vamos lá então!

Não tenho habilidade alguma com montagem de prato, eu sei. Ainda mais quando estou faminta e ansiosíssima pra comer.









Vinagrete de chuchu com coentro
⠂1 chuchu cru, sem casca e cortado em cubinhos bem pequenos
⠂1/2 cebola média cortada em cubinhos
⠂2 colheres de sopa de azeite de oliva
⠂suco de 1 limão e 1/2
⠂coentro picado a gosto
⠂sal a gosto
⠂pimenta do reino a gosto
⠂1 pimenta dedo de moça pequena bem picadinha (opcional)

Como eu fiz
Tem que ser a primeira coisa do PF a ser feita. Quanto mais tempo o chuchu ficar curtindo no molho, mais saboroso. É só misturar todos os ingredientes numa tigela com tampa e deixar na geladeira por, pelo menos, 30 minutos. 

Feijão
⠂2 xícaras de feijão preto
⠂4 xícaras e 1/2 de água filtrada
⠂3 folhas de louro
⠂5 dentes de alho picadinhos
⠂1 colher de chá de gengibre picadinho
⠂1 colher de chá de cominho em grão
⠂sal a gosto
⠂azeite pra refogar
⠂1 colher de chá de páprica defumada (opcional)

Como eu fiz
Feijão não tem jeito! Tem que deixar de molho por 48 horas, trocando a água a cada 12 horas. Essa etapa faz com que o feijão seja mais bem digerido e o ferro, melhor absorvido. Depois do molho, escorrer o feijão, lavar bem com água e cozinhar com o louro na panela de pressão por 17 minutos. Refogar o alho, o gengibre e o cominho com azeite. Quando o alho tiver dourado, acrescentar o feijão cozido com o caldo. Colocar o sal a gosto e deixar cozinhando, sem mexer, por 10 minutos. Quando tiver quase pronto, bater 1 concha de feijão no liquidificador e misturar com o restante na panela, pra engrossar o caldo. 

Arroz
⠂1 xícara de arroz integral agulinha
⠂2 xícaras e 1/2 de água
⠂sal a gosto

Como eu fiz
Coloquei água pra ferver na panela. Assim que ferveu, acrescentei o arroz e o sal. Aprendi com a Bela Gil e não perco mais tempo com arroz. Só faço assim.

Chips de couve
⠂1/2 maço de couve picadinha
⠂1 colher de sopa de óleo de girassol
⠂sal a gosto

Como eu fiz
Eu fiz na maravilhosa airfryer. Joguei tudo lá e deixei por 15 minutos. Se você não tem, pode fazer no forno. Mas vai precisar ficar mais tempo e os pedacinhos de couve não podem ficar sobrepostos. Você vai precisar usar uma assadeira grande. Se um pedaço ficar em cima do outro, não vai ficar crocante. Vai olhando pra não queimar. Tem que ficar crocante e não muito escura. 

Farofa de dendê
⠂1 xícara de farinha de mandioca
⠂3 colheres de sopa de azeite de dendê
⠂1/2 cebola picada em cubinhos
⠂sal a gosto

Como eu fiz
É só dourar a cebola no dendê. Assim que tiver mais escurinha, é só acrescentar a farinha de mandioca e o sal. Vai mexendo, sem parar, até ficar com aquela cara maravilhosa de levemente torrado. 

Agora coloca a Beth Carvalho pra tocar e se joga na farofa!

Sobre o cálculo do preço
Todas essas 4 porções me custaram R$ 8,71. Lembrando que:
→ Azeites e óleos não entraram na conta. Só incluo quando uso a partir de 1/2 xícara.
 Temperos não entram porque uso pouquíssimo, não dá pra mensurar o preço exato.
 Ervas não entram porque pego dos meus vasinhos da varanda.

Coloca tempero nessa sua comida!



A primeira dica que eu dou pra todo mundo que me pergunta: "como começar a ter uma alimentação mais saudável, Juliana?" é: largue qualquer tipo de tempero pronto! Liberte-se do caldo maggi e do sazon, pelo amor de todos os deuses! Esses negócios são feitos de toneladas de sal, conservantes, aromatizantes e glutamato monossódico. Coloca tudo no lixo, por favor, e vem comigo. 

Pra fazer esse post, eu tive que usar toda a minha capacidade jornalística de pesquisa, além de hooooras do meu tempo precioso. Então dê uma moral aí e manda o link pras suas tias, pros vizinhos... 

Vamos lá: 

Pra comer frio ou finalizar pratos

Salsinha: Não joge os talos da salsinha fora! Use pra dar sabor a caldos de legumes! Ela pode finalizar qualquer prato: risotos, massas, saladas, hambúrguer, bolinhos, tortas, cuscuz. Eu uso em tudo, principalmente em pastinhas pra comer com pão. Também dá um ótimo pesto. 

Cebolinha: na cozinha asiática, combina muito com tofu, cogumelos e forma uma ótima dupla com o gengibre. No Brasil, dá sabor a bolinhos de arroz, hambúrguer, saladas. Pode finalizar qualquer refogado. 

Manjericão: Ele tem duas almas gêmeas, o tomate e a berinjela. Também arrasa na maionese, vai muito bem com azeitona, no molho de tomate, é a estrela do molho pesto, não pode faltar nas brusquetas e dá um sabor incrível nas saladas. Tem dois parceiros de longa data: limão e azeite. 

Hortelã: É ótima tanto pra pratos doces como salgados. Nas sobremesas, combina mais com as geladas: sorvetes, sucos, tortas, pudins. Já nos salgados, forma uma casal apaixonante com a abobrinha, pepino, ervilhas e nozes. Vira um molho pesto inacreditável (hortelã + azeite + semente de girassol).

Pra comer quente (assado, grelhado, refogado)

Gengibre: Pode substituir o alho e a cebola em qualquer refogado. Combina muito bem com lentilha, abóbora, espinafre, feijão, acelga, quiabo e cenoura. Também pode dar um ar da graça nas receitas doces, como bolos, sorvetes e sucos. 

Curry: Pega leve no curry porque é forte! Combina com qualquer coisa com uma pegada indiana ou tailandesa. Faz um par sensacional com gengibre e o leite de côco. Dos vegetais, é ótimo pra dar uma animada na cenoura, abóbora, couve-flor e batatas. 

Alho: Eu tive uma fase de amor incondicional com o alho. E acho que exagerei tanto que hoje dou uma evitada. No feijão não dá pra faltar. O que eu costumo fazer é usar ele sozinho, sem cebola. Pra dar uma variada. Uso pra refogar qualquer vegetal, principalmente couve, brócolis, espinafre e ora pro nobis. Dica: não use o alho cru. É indigesto. Se for fazer alguma receita fria, como pasta de grão de bico, dê uma refogada ou assada no alho antes. Aliás, coloca o alho inteiro, com casca e tudo, no forno, um fio de azeite por cima e sal. Ele fica adocicado e surpreendente. 

Cebola: É igual ao alho. Dá pra refogar tudo nela. Não pode faltar no meu molho de tomate. Também pode garantir sabor sozinha pra uma sopa, pode ser assada no forno inteira com alecrim, e incrementar qualquer torta salgada ou legume refogado. Nas saladas, adoro a combinação: cebola roxa + beterraba + aceto balsâmico. Muita gente também acha a cebola crua indigesta! Então é bom dar uma fervida por 2 minutos antes. 

Alho poró: Pode ser o protagonista do risoto, pode dar um sabor extra pro arroz, purê de batatas e pra qualquer sopa. Vai bem com qualquer legume. 

Tomilho: Combina com alcaparra, pimentão, abobrinha, batatas e tomate. Eu sou fã incondicional do tomilho-limão. Tenho um vasinho dele aqui em casa e uso pra finalizar até o feijão. 

Orégano: Combina com cogumelos, pimentões, tomate, berinjela. Também adoro colocar nas sopas, tortas salgadas, lasanha e em qualquer tipo de molho. 

Alecrim: Tem que usar pouco porque ele rouba a cena! Só gosto de usar a versão fresca. O alecrim seco fica muito forte pro meu gosto. Combina muito bem batatas, chuchu, abóbora, feijão branco e  cebola. E confesso que sou viciada em tomar água com alecrim! Fica a dica. 

Sálvia: Combina muito bem com carboidratos em geral: abóbora,  batata, arroz, polenta, pães. Também pode dar o ar da graça em molhos pra massas e faz um bom par com azeitona. 

Coentro: Eu uso de duas formas. O grão, amassado no pilão, pra sopas e refogados asiáticos. Dica: dê uma tostadinha na frigideira quando tiver refogando o alho, cebola ou gengibre. Já o coentro fresco, tem cara de verão, Brasil e Ivete Sangalo, não? Não pode faltar na moqueca, no bobó, e dá um sabor incrível em pastinhas, cremes e maioneses. Também adoro colocar na salada, com abacate.  

Cúrcuma: Coloco em tudo que é refogado: arroz, feijão, legumes em geral. Ela é muito usada nos pratos asiáticos também e tem seus benefícios antiinflamatórios potencializados se for consumida junto com a pimenta do reino. Na minha cozinha, não tem nenhum bolinho assado ou torta que não leve cúrcuma. 

Pimenta do reino: O céu é o limite, né? Não tem nada que não combine com pimenta do reino. Eu só não uso quando esqueço. Dica importante: compre em grãos e moa na hora. A pimenta do reino em pó não tem graça nenhuma. 

Cominho: forma uma excelente dupla com a hortelã. Combina muito bem com feijão, lentilha, cogumelos, beterraba, chuchu, quiabo, berinjela, pimentões, leite de côco e é indispensável em recheios de tortas salgadas. Também prefiro comprar em grão, amassar num pilão na hora de usar e dar uma refogada logo no início da preparação, junto com o alho e a cebola.

Louro: Combina muito bem com as leguminosas: feijões, grão de bico e lentilha. Mas também pode aromatizar arroz, molho de tomate e caldo de legumes.