Hambúrguer à parmegiana - R$ 6,54

27 de outubro de 2017
Primeiramente, obrigada por todas as macumbas que vocês fizeram por mim. Já melhorei horrores. E olha, não era pra menos porque recebi uma centena de simpatia e receitas pra gripe pelo Instagram! Foi maravilhoso! ❤

Agora vamos ao assunto de hoje. Já sei que vou arrumar briga com a patrulha dos nomes das comidas. Mas me deixem argumentar antes!!! Tem uma galera aí, que engloba pessoas ótimas, inclusive, que fica cuspindo ódio em quem chama brigadeiro sem leite condensado de brigadeiro, que xinga as musa fitness que chamam lasanha sem massa de lasanha. E vim aqui expressar minha humilde opinião sobre assunto, já que vou chamar a receita de hoje de parmegiana! E ela não vai levar queijo!!!! Já sei que vou levar bronca!

A questão pra mim é simples. É claro que precisamos respeitar o caráter cultural da comida. Comida é cultura, é história, faz parte da nossa identidade! Também precisamos respeitar todo o conhecimento acumulado, as horas de estudo e testes da galera da gastronomia. Não tô querendo destruir tudo isso. Entendo a importância das tias que criaram a moqueca, por exemplo. Elas chamaram de moqueca aquele negócio com peixe, pimentão, leite de côco e dendê, certo? É uma coisa sensacional que tem cheiro de Brasil, vende em qualquer esquina desse país e todo mundo ama. 

Mas como faz com as pessoas que não comem frutos do mar, como eu? Não posso replicar a mesma receita e a  técnica toda com a banana da terra em vez do peixe? Vou ter que chamar de "banaqueca?" Tu achas que as pessoas que já têm um preconceitozinho com comida sem carne vão provar um negócio chamado "banaqueca"?

A mesma coisa serve pros amiguinhos do teu filho numa festinha. Eles não vão comer um docinho chamado "trocinho" de cacau com aveia. Agora, se eu chamar de brigadeiro eles vão provar, com certeza, e talvez nem notem a diferença. 

A minha questão é essa. Primeiro, acho que tem assunto mais urgente pra gente perder tempo discutindo. Se o assunto for alimentação, vamos discutir por que uma latinha de Coca é mais barata que um suco de laranja, por exemplo! Isso é urgente!

Mas se a gente quiser insistir nesse negócio de nome de comida, acho que não precisamos nos odiar e terminar amizades. Vamos conversar e entender o lado de todo mundo nessa história. O meu é simples: é uma questão de marketing mesmo. Nesse blog, por exemplo, eu quero que as pessoas sintam vontade de fazer as receitas que eu posto aqui. Essa é a ideia. Se for pra ficar olhando, eu não perdia meu tempo. Mas as pessoas não vão querer replicar as coisas em casa se eu colocar uns nomes estranhos, que ninguém tem referência nenhuma. O objetivo é dar uma referência. Por mais que os ingredientes mudem, o modo de preparo e os acompanhamentos costumam ser os mesmos. 

É claro que as pessoas às vezes exageram. Já vi baterem uma couve-flor com ovo, jogarem um molho de tomate por cima e chamarem de pizza. Acho muito louco, mas deixa elas serem felizes. O mundo não vai acabar. Vai continuar tendo as pizzarias normais pra gente se entupir de farinha na sexta à noite.

Então é isso. Feito todo o discurso conciliador, deixa eu explicar a receita de hoje: o hambúrguer de aveia à parmegiana. Eu sempre amei coisas a parmegiana! Berinjela então! Sinto que vejo Jesus quando como! Mas eu tô nessa fase de não comer queijo em casa. Abro umas exceções na rua apenas. Então, além de não ser com bife, essa receita também não leva queijo! E o hambúrguer tampouco vai ser empanado! Por que chamei de parmegiana então? Amoooor, porque eu quis! Quem digita as coisas e publica aqui sou eu! E eu quis sonhar que estou comendo algo à parmegiana quando fiz esse prato hoje pro almoço. Tá claro? 

E assim caminha a humanidade.

A receita rende 6 hamburguinhos. Faltou um na foto porque meu maravilhoso companheiro, Lucio Carlos, não aguentou esperar a foto e saiu comendo.

O segredo dessa receita é a suculência do molho de tomate. Quanto mais saboroso, encorpado, melhor. Não vai meter um molho ralo pronto, que custa R$ 0,99, que eu vou até aí jogar tudo fora!!!! Dá pra fazer sem o molho e sem o creme de gergelim por cima? Dá. Vai ficar bom, mas é melhor o pacote completo, sem dúvida.

#Fica a dica
Não é uma receita pra fazer num dia com pressa e sem paciência. Não é demorada, mas exige vários passos. E suja bastante louça, não vou mentir. Mas manda outra pessoa da sua casa lavar as panelas, divide as tarefas aí, e fica tudo certo.

Essa receita é uma benção divina pra aquela sua amiga que tem intestino preso! É basicamente uma overdose de fibras!!! Então se a pessoa fizer cara feia pra receita, você pode usar esse argumento pra coagir!!! 

Eu comi dois desses hambúrgueres com arroz e feijão no almoço e quase explodi. Dão uma saciedade absurda. 

Ah! Eu esqueci de medir a quantidade de óleo que usei pra fritar! Então o óleo não entrou no preço da receita, tá? Perdão!!!

Ingredientes para o hambúrguer - Rende 6 hamburguinhos
1 xícara de aveia em flocos médios
1/4 de xícara de linhaça dourada em grãos
1 cebola grande ou 1 alho poró
1/2 xícara de farinha de trigo integral (pode ser de arroz pra uma versão sem glúten)
1 xícara de água filtrada
2 cenouras médias cozidas ou um pedaço de abóbora cozida
cheiro verde picado a gosto (usei salsinha e cebolinha)
1 colher de sopa de molho de mostarda
sal, pimenta do reino e páprica picante a gosto
Óleo de girassol pra fritar

Ingredientes para o molho de tomate
1 lata de tomate pelado ou 5 tomates picados
1 cebola média
1 folha de louro
2 colheres de sopa de vinho branco ou cachaça
1 colher de sopa de melado de cana
folhas de manjericão a gosto
sal, orégano e pimenta do reino a gosto

Ingredientes para o creme de gergelim
1/4 de xícara de gergelim branco com casca ou semente de girassol ou castanhas
1/4 de xícara de água filtrada
1 dente de alho pequeno
sal a gosto

Como eu fiz
Numa tigela, misturei a aveia e a linhaça com a água. Deixei hidratando por 10 minutos. 
Descasquei e coloquei a cenoura pra cozinhar.
Comecei o molho de tomate. O molho é simples: Numa panela só refoguei a cebola com azeite e a folha de louro. Acrescentei os tomates, o melado, o vinho branco, o manjericão e o sal.
Deixei ferver por uns 10 minutos com a panela tampada.
Amassei a cenoura cozida com um garfo até virar um purê e acrescentei na tigela, junto com todos os outros ingredientes do hambúrguer. Misturei bem. 
A massa fica meio grudenta mesmo. Fiz bolinhas com a mão e amassei no formato de hambúrguer. Pra não grudar a massa nas mãos, na hora de modelar o hambúrguer, deixe as mãos úmidas com água.
Numa frigideira funda, coloquei óleo o suficiente pra cobrir mais ou menos dois dedos e esperei esquentar.
Joguei os hambúrgueres lá. Deixei até dourar e virei.
Enquanto isso, joguei o gergelim, o alho, a água e o sal no liquidificador. 
Bati bem até virar um creme branquinho.
Depois de fritar todos os hambúrgueres, coloquei cada um numa assadeira. 
Em cima de cada um, joguei um pouco do molho de tomate e o creme de gergelim por cima.
Levei no forno pra gratinar por 15 minutos. 

Agora é só correr pro abraço!

2 comentários:

  1. Olá, posso substituir a farinha de trigo ou de arroz pela de aveia?

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    Respostas
    1. Vai ficar com um pouco mais grossinho, mas não dá tanta diferença não! Eu arriscaria hehe

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