Hambúrguer à parmegiana - R$ 6,54

27 de outubro de 2017
Primeiramente, obrigada por todas as macumbas que vocês fizeram por mim. Já melhorei horrores. E olha, não era pra menos porque recebi uma centena de simpatia e receitas pra gripe pelo Instagram! Foi maravilhoso! ❤

Agora vamos ao assunto de hoje. Já sei que vou arrumar briga com a patrulha dos nomes das comidas. Mas me deixem argumentar antes!!! Tem uma galera aí, que engloba pessoas ótimas, inclusive, que fica cuspindo ódio em quem chama brigadeiro sem leite condensado de brigadeiro, que xinga as musa fitness que chamam lasanha sem massa de lasanha. E vim aqui expressar minha humilde opinião sobre assunto, já que vou chamar a receita de hoje de parmegiana! E ela não vai levar queijo!!!! Já sei que vou levar bronca!

A questão pra mim é simples. É claro que precisamos respeitar o caráter cultural da comida. Comida é cultura, é história, faz parte da nossa identidade! Também precisamos respeitar todo o conhecimento acumulado, as horas de estudo e testes da galera da gastronomia. Não tô querendo destruir tudo isso. Entendo a importância das tias que criaram a moqueca, por exemplo. Elas chamaram de moqueca aquele negócio com peixe, pimentão, leite de côco e dendê, certo? É uma coisa sensacional que tem cheiro de Brasil, vende em qualquer esquina desse país e todo mundo ama. 

Mas como faz com as pessoas que não comem frutos do mar, como eu? Não posso replicar a mesma receita e a  técnica toda com a banana da terra em vez do peixe? Vou ter que chamar de "banaqueca?" Tu achas que as pessoas que já têm um preconceitozinho com comida sem carne vão provar um negócio chamado "banaqueca"?

A mesma coisa serve pros amiguinhos do teu filho numa festinha. Eles não vão comer um docinho chamado "trocinho" de cacau com aveia. Agora, se eu chamar de brigadeiro eles vão provar, com certeza, e talvez nem notem a diferença. 

A minha questão é essa. Primeiro, acho que tem assunto mais urgente pra gente perder tempo discutindo. Se o assunto for alimentação, vamos discutir por que uma latinha de Coca é mais barata que um suco de laranja, por exemplo! Isso é urgente!

Mas se a gente quiser insistir nesse negócio de nome de comida, acho que não precisamos nos odiar e terminar amizades. Vamos conversar e entender o lado de todo mundo nessa história. O meu é simples: é uma questão de marketing mesmo. Nesse blog, por exemplo, eu quero que as pessoas sintam vontade de fazer as receitas que eu posto aqui. Essa é a ideia. Se for pra ficar olhando, eu não perdia meu tempo. Mas as pessoas não vão querer replicar as coisas em casa se eu colocar uns nomes estranhos, que ninguém tem referência nenhuma. O objetivo é dar uma referência. Por mais que os ingredientes mudem, o modo de preparo e os acompanhamentos costumam ser os mesmos. 

É claro que as pessoas às vezes exageram. Já vi baterem uma couve-flor com ovo, jogarem um molho de tomate por cima e chamarem de pizza. Acho muito louco, mas deixa elas serem felizes. O mundo não vai acabar. Vai continuar tendo as pizzarias normais pra gente se entupir de farinha na sexta à noite.

Então é isso. Feito todo o discurso conciliador, deixa eu explicar a receita de hoje: o hambúrguer de aveia à parmegiana. Eu sempre amei coisas a parmegiana! Berinjela então! Sinto que vejo Jesus quando como! Mas eu tô nessa fase de não comer queijo em casa. Abro umas exceções na rua apenas. Então, além de não ser com bife, essa receita também não leva queijo! E o hambúrguer tampouco vai ser empanado! Por que chamei de parmegiana então? Amoooor, porque eu quis! Quem digita as coisas e publica aqui sou eu! E eu quis sonhar que estou comendo algo à parmegiana quando fiz esse prato hoje pro almoço. Tá claro? 

E assim caminha a humanidade.

A receita rende 6 hamburguinhos. Faltou um na foto porque meu maravilhoso companheiro, Lucio Carlos, não aguentou esperar a foto e saiu comendo.

O segredo dessa receita é a suculência do molho de tomate. Quanto mais saboroso, encorpado, melhor. Não vai meter um molho ralo pronto, que custa R$ 0,99, que eu vou até aí jogar tudo fora!!!! Dá pra fazer sem o molho e sem o creme de gergelim por cima? Dá. Vai ficar bom, mas é melhor o pacote completo, sem dúvida.

#Fica a dica
Não é uma receita pra fazer num dia com pressa e sem paciência. Não é demorada, mas exige vários passos. E suja bastante louça, não vou mentir. Mas manda outra pessoa da sua casa lavar as panelas, divide as tarefas aí, e fica tudo certo.

Essa receita é uma benção divina pra aquela sua amiga que tem intestino preso! É basicamente uma overdose de fibras!!! Então se a pessoa fizer cara feia pra receita, você pode usar esse argumento pra coagir!!! 

Eu comi dois desses hambúrgueres com arroz e feijão no almoço e quase explodi. Dão uma saciedade absurda. 

Ah! Eu esqueci de medir a quantidade de óleo que usei pra fritar! Então o óleo não entrou no preço da receita, tá? Perdão!!!

Ingredientes para o hambúrguer - Rende 6 hamburguinhos
⠂1 xícara de aveia em flocos médios
⠂1/4 de xícara de linhaça dourada em grãos
⠂1 cebola grande ou 1 alho poró
⠂1/2 xícara de farinha de trigo integral (pode ser de arroz pra uma versão sem glúten)
⠂1 xícara de água filtrada
⠂2 cenouras médias cozidas ou um pedaço de abóbora cozida
⠂cheiro verde picado a gosto (usei salsinha e cebolinha)
⠂1 colher de sopa de molho de mostarda
⠂sal, pimenta do reino e páprica picante a gosto
⠂óleo de girassol pra fritar

Ingredientes para o molho de tomate
⠂1 lata de tomate pelado ou 5 tomates picados
⠂1 cebola média
⠂1 folha de louro
⠂2 colheres de sopa de vinho branco ou cachaça
⠂1 colher de sopa de melado de cana
⠂folhas de manjericão a gosto
⠂sal, orégano e pimenta do reino a gosto

Ingredientes para o creme de gergelim
⠂1/4 de xícara de gergelim branco com casca ou semente de girassol ou castanhas
⠂1/4 de xícara de água filtrada
⠂1 dente de alho pequeno
⠂sal a gosto

Como eu fiz
⠂Numa tigela, misturei a aveia e a linhaça com a água. Deixei hidratando por 10 minutos. 
⠂Descasquei e coloquei a cenoura pra cozinhar.
⠂Comecei o molho de tomate. O molho é simples: Numa panela só refoguei a cebola com azeite e a folha de louro. 
⠂Acrescentei os tomates, o melado, o vinho branco, o manjericão e o sal.
⠂Deixei ferver por uns 10 minutos com a panela tampada.
⠂Amassei a cenoura cozida com um garfo até virar um purê e acrescentei na tigela, junto com todos os outros ingredientes do hambúrguer. Misturei bem. 
⠂A massa fica meio grudenta mesmo. Fiz bolinhas com a mão e amassei no formato de hambúrguer. Pra não grudar a massa nas mãos, na hora de modelar o hambúrguer, deixe as mãos úmidas com água.
⠂Numa frigideira funda, coloquei óleo o suficiente pra cobrir mais ou menos dois dedos e esperei esquentar.
⠂Joguei os hambúrgueres lá. Deixei até dourar e virei.
⠂Enquanto isso, joguei o gergelim, o alho, a água e o sal no liquidificador. 
⠂Bati bem até virar um creme branquinho.
⠂Depois de fritar todos os hambúrgueres, coloquei cada um numa assadeira. 
⠂Em cima de cada um, joguei um pouco do molho de tomate e o creme de gergelim por cima.
⠂Levei no forno pra gratinar por 15 minutos. 

Agora é só correr pro abraço!

Diabético pode comer açúcar?

26 de outubro de 2017
A minha ideia é que esse blog não seja um espaço apenas de receitas. Quero criar conteúdos que também contribuam pra deixar o teu dia a dia mais saudável, mais fácil e prático. 

O açúcar é tema recorrente aqui. Primeiro porque sou viciada e já falei mil vezes que sigo em eterno tratamento. Segundo: mais da metade das pessoas que conheço também são dependentes dos doces. Terceiro: os países em desenvolvimento, como o Brasil, consomem toneladas de açúcar a mais do que o recomendado. Além de maior produtor do mundo, nós somos o quarto país que mais consome os derivados da cana! O brasileiro consome, em média, 150 gramas de açúcar por dia, enquanto a média mundial é de 57 gramas! Tem noção?

Quando pisei no Uruguai há um tempo atrás fiquei chocada com o fato de que até o doce de leite deles é bem menos doce! Sucos, iogurtes, tudo! E não é Europa, não! É um vizinho nosso! Aqui do lado. 

Como não sou especialista da área da saúde, convoquei a nossa nutricionista parceira, a Débora Bottega, pra responder algumas dúvidas sobre o consumo do açúcar. Uma das coisas que ela me explicou é que os diabéticos não estão proibidos de consumir doces. Fiquei em choque! 

Segundo a Débora, o grande problema do açúcar é o consumo em excesso, principalmente no caso das pessoas que têm uma alimentação regada a ultraprocessados. Nesse caso, o alto consumo de açúcar vem acompanhado de baixo consumo de fibras e nutrientes e, muitas vezes, associado ao sedentarismo.

Em geral, a mensagem deixada pela Débora é que é possível, sim, ter uma alimentação que inclua açúcar, preparações doces e sobremesas sem que ela deixe de ser saudável. Cada um precisa encontrar seu equilíbrio.

Espero que essa entrevista te ajude a melhorar a sua relação com os doces, a desvendar alguns mitos e entender um pouco mais a relação de um brigadeirinho com a nossa saúde.

Débora Bottega responde:


Rapadura, mascavo, demerara, melado, uva passa, tâmara e damasco. Não mocinho quando o assunto é açúcar! Qualquer um deles precisa ser consumido com moderação!

Qual a quantidade diária de açúcar que uma pessoa saudável pode consumir por dia sem problemas?
A recomendação é que o açúcar não ultrapasse 10% do valor energético total da alimentação. Exemplificando: para uma pessoa que consome 2000 kcal/dia, o consumo máximo seria de 2 colheres de sopa de açúcar por dia. Lembrando que precisamos considerar, além daquele açúcar de adição, os que já vem em alimentos como pães, bolos, biscoitos, barra de cereais, iogurtes, sucos adoçados e refrigerantes, achocolatados e sobremesas.

Pessoas com diabetes podem consumir açúcar? De que forma?
Até o atual momento a recomendação para pessoas com diabetes é a mesma da população em geral, ou seja, não deve ultrapassar 10% do valor energético total consumido. Isso porque o açúcar não aumenta mais a glicemia do que outros carboidratos quando ingerido em quantidades equivalentes. Sendo assim, precisamos considerar o total de carboidrato ingerido durante o dia e a cada refeição. Ou, se o açúcar for adicionado, deve ser compensado com doses adicionais de insulina, para quem utiliza, conforme orientação médica e nutricional.

Há períodos do dia em que é melhor ou pior consumir açúcar?
O açúcar fornece carboidratos que serão rapidamente absorvidos pelo nosso organismo, disponibilizando energia, energia essa que deve ser utilizada. Então sim, é melhor que quando houver consumo de açúcar que seja feito em horários que estamos em atividade e não próximo ao horário de dormir, por exemplo.

Há também um detalhe que nem sempre é levantado mas que não pode ser desconsiderado, é que o açúcar favorece o aparecimento de cáries e há necessidade de escovar os dentes imediatamente após seu consumo. Como nas escolas não existe a cultura de escovação após o intervalo, esse não seria um momento que se deve consumir doces e bebidas adoçadas ou em qualquer outra situação semelhante.Esse cuidado é particularmente importante para as crianças e adolescentes, então: atenção às lancheiras dos pequenos.

Existe algum tipo de açúcar "liberado" pelos nutricionistas?
Não. Nenhum tipo de açúcar nem adoçante pode ser consumido à vontade.

Qual a diferença entre açúcar mascavo, demerara, branco, melado, mel e rapadura? Quais são as melhores e piores opções e por qual motivo? 
Basicamente a origem e o grau de processamento.  Um açúcar refinado por exemplo vai fornecer somente carboidratos, praticamente nada de nutrientes. São as famosas calorias vazias. Sem contar que vai passar por algum processo de clareamento para ficar branquinho. Os açúcares que são menos refinados como o melado, mel, mascavo, de coco, demerara também fornecem carboidratos mas mantêm alguns nutrientes dos alimentos que lhe dão origem. Segue a composição na tabela a seguir:


Alimento
(100g)
Kcal
Carboidrato
Fibra
Cálcio
Magnésio
Manganês
Fósforo
Ferro
Potássio
Açúcar mascavo
369
94,5
-
127
80
2
38
8,3
522
Açúcar refinado
387
99,5
-
4
1
-
-
0,1
6
Mel
309
84
-
10
6
0,38
4
0,3
99
Melado
297
76,6
-
102
115
2,62
74
5,4
395
Rapadura
352
90,8
-
30
47
1,66
21
4,4
459

Tâmara, uva passa e damasco seco, por exemplo, são bons substitutos para açúcares nos doces? 
Na maioria dos casos sim. Eles oferecem nutrientes e certa quantidade de fibra. Mas também fornecem grande quantidade de carboidrato, de forma que deve-se utiliza-los com moderação. Esse tipo de açúcar não é indicado para pessoas com certos problemas hepáticos.

É verdade que não devemos consumir muito suco de frutas? Por conta da quantidade de frutose?
O consumos dos sucos não substitui a ingestão de frutas. Uma porque não precisamos mastigar, logo a saciedade fornecida não é a mesma. Outra porque os sucos coados tem bem menos fibras do que as frutas em si. A quantidade de frutose, açúcar da fruta, de uma laranja é a mesma do suco de uma laranja. O problema é que ninguém faz suco com apenas uma laranja. Então, sim, dependendo da forma de preparo, será consumido uma quantidade bem maior de frutose sem a associação das fibras das frutas. E, por isso, o consumo dos sucos deve ser moderado e avaliado caso a caso.

É verdade que os danos causados pelo açúcar são menores quando consumimos junto com fibras? Exemplo: um bolo de banana com aveia. 
Sim. Quando se consome qualquer tipo de açúcar de estômago vazio, a digestão e absorção desse açúcar será praticamente imediata, resultando em um aumento rápido da glicose sanguínea, o que não é interessante. As fibras têm a capacidade de diminuir a velocidade de absorção desse açúcar por retardar o esvaziamento gástrico, o mesmo motivo pelo qual elas fornecem saciedade. No caso de um bolo de banana com aveia, o açúcar será fornecido junto das fibras da aveia e da banana, de forma que esse açúcar será absorvido mais devagar do que se fosse um bolo de farinha refinada sem frutas, por exemplo. Além disso, os ingredientes do bolo de banana com aveia também fornecem nutrientes que serão importantes para o posterior metabolismo daquele açúcar consumido.

Docinhos a jato - R$ 3,97

24 de outubro de 2017
Fiquei por anos repetindo que uma alimentação saudável garantiria uma vida longe de gripes. E eis que estou aqui, escrevendo esse texto enquanto toda água do Rio Negro e do Solimões está saindo pelo meu nariz, meu peito dói de tanto tossir e minhas perninhas estão moles, como se eu tivesse apanhado uma surra.

Isso quer dizer que não adianta comer repolho e gengibre? E que partiu voltar pro bacon e pra Fanta Uva? 👀 Óbvio que não. Mas não adianta só cuidar com a comida e descuidar do resto: estresse, dormir mal, mudança brusca de temperatura, falta de atividade física, muita ansiedade... No meu caso, rolaram uns negócios aí. 

Eu sou do tipo esponja, que absorve tudo mesmo. Lembra que contei aqui que fui pro Chile no mês passado? Pois é, eu não sou o tipo que faz check in no Facebook e parte pro próximo ponto turístico quando tô viajando. Eu compro jornal, pergunto pros estranhos se eles tão vivendo bem, se tem fila pra conseguir consulta médica, provo todas as comidas de rua possíveis, vou nos museus que contam as histórias tristes...

E estando em terras chilenas eu não poderia ir embora sem tentar entender melhor os anos da ditadura e como eles enxergam esse período nos dias de hoje. Fui ao Museu da Memória e dos Direitos Humanos lá em Santiago. Saí desorientada. Prenderam e torturaram crianças, filhas dos presos políticos. Enfim... Fiquei pensando no Brasil e nessa galera que anda pedindo a volta da intervenção militar aqui, sabe? Convido esse pessoal a dar um pulo no Chile o mais rápido possível. E aí, junto com aquele ar seco medonho e poluído, eu já comecei a sentir a garganta logo ali. E tô sentindo até agora. 

Tinha melhorado, mas recebi uns amigos em casa no feriado, como contei no post anterior, e partimos pra vida louca de ver o sol nascer na praia, festeeenha, cervejeeenha, mais praia, mais esse vento destruidor de árvores daqui de Floripa... Ainda fui pra academia uns dias depois, suei piscinas, e voltei pra casa de bicicleta, de braços abertos com a noite e o sereno. 

Eu devo sobreviver, não se preocupem. Já liguei pra minha mãe avisando que eram meus últimos minutos de vida, ela veio fazer sopa e dar bronca, e tô melhorando. Tô tomando toda a Amazônia em forma de chás também. E tô contando essa história toda pra justificar o meu sumiço aqui e o atraso nos novos posts. Essa semana prometo dar um gás!!

Vamos à receita de hoje:
Como você pode perceber, a minha habilidade pra fazer bolinhas é próxima de zero. Mas o que vale é a intenção!rs



Fiquei pensando em receitas pra ressuscitar pessoas, já que tô precisada. E cheguei nesses docinhos aí da foto. Eles são mais ou menos aquelas coisas que as musas fit postam no Instagram chamando de pré-treino, sabe? Eu quis fazer um negócio desse só pra ostentar e mostrar que não é tão chique e gourmet assim! 

Na verdade, elas buscam uma fonte de proteína e gordura boa. A melhor união dessas duas coisas, pra mim, é o amendoim, que ainda por cima é barato e saborosíssimo. Como não amar paçoca? ❤

Então eu só juntei o amendoim com cacau e uva passa, pra adoçar. E virou um docinho delícia demais, cheio de fibras e nutrientes, e que pode muito bem ser servido em festinhas de crianças. Chatos que fazem cara feira pra uva passa, o gosto dela não sobressai. Pode confiar!!!

#A receita rendeu 18 docinhos pequenos.

Eu usei o amendoim com pele porque tava com preguiça de tirar. Mas sem pele fica mais suave!

Ingredientes
⠂1 xícara de amendoim torrado sem pele (pago R$ 16/kg)
⠂1 xícara de uva passa preta (pago R$ 14,90/kg)
⠂2 colheres de sopa de cacau em pó (pago R$ 15,90/kg)
⠂1 colher de sopa de água filtrada

Como eu fiz
⠂Joguei tudo no processador por uns 2 minutos, fiz bolinhas com as mãos, comi uns 4 enquanto fazia isso, e pronto. Se deixar na geladeira de um dia pro outro, fica ainda mais gostoso.

Plano B
Se você não tiver processador, nem tudo está perdido!!! É só amassar o amendoim num pilão. E deixar as uvas passas de molho na água de um dia pro outro, pra amolecer. Descarta essa água e escorre bem. E bate o amendoim triturado com a uva passa e o cacau. Vai batendo no liquidificador com calma, parando e mexendo. 

Atenção
Uva passa também é açúcar, então não vai comer a travessa inteira de uma vez, hein?

Fim. 

Torta de beterraba - R$ 6,70

21 de outubro de 2017
O meu tipo de comida é tudo o que vai no forno. Isso é péssimo porque gasto cerca de R$ 80 de gás por mês, mas tem suas vantagens pois eu quase não como fora. Então acaba valendo a pena.

Ontem a fiz a coisa mais inteligente que poderia ter feito numa segunda-feira, quando eu já tinha acordado mais tarde do que deveria e estava com mil tarefas acumuladas. Se você não me conhece, vou fazer um drama aqui. Eu sou jornalista, sim, pode fazer a cara de pena, eu te entendo. Trabalho como freelancer, faço de tudo um pouco e recentemente tenho trabalhado mais como repórter de gastronomia. Não, eu não saio comendo de graça por aí, só às vezes, infelizmente. 

Como todo jornalista, menos o William Bonner, precisa inventar a roda pra não passar fome, tive a brilhante ideia de começar uma segunda faculdade. Entrei em Letras Português porque sempre quis fazer, mas nunca assumi. Então eu tô nessa de ter que entregar mil trabalhos, ler 63 livros por semana e ter que pagar contas. Pra ficar mais interessante, ainda inventei esse blog, que pretendo tornar um projeto social em breve.


Sim, eu sei que tô usando beterraba em tudo e já tá chato. Vou dar uma segurada, prometo

Como eu tava contando antes, ontem acordei enroladíssima e resolvi que queria comer uma torta salgada quentinha e colorida. Fiz a massa, pus pra assar, fiz o recheio, fatiei os legumes pra por por cima, coloquei de volta no forno e comi tudo com feijão e rúcula. Tudo isso demorou mais ou menos uma hora. Então não faça como eu, deixa essa receita pros dias mais calmos, tipo fim de semana, ou quando quiser impressionar algum amigo que só come hambúrguer congelado.

Detalhe importante: eu não sou formada em gastronomia. Não sei os truques todos, e acredito que deve ter mil paranauês pra fazer uma torta perfeita. Minha ideia aqui é fazer coisas bem ao estilo caseiro mesmo pra todo mundo ver que é possível. Nessa receita, eu usei a beterraba, mas dá pra fazer com brócolis, cogumelos, cenoura, vagem, ou um mix de muitos legumes. Só não pode ser algo que solte muita água, como abobrinha.

Ingredientes da massa
⠂2 xícaras e 1/2 de farinha de aveia (se não tem a farinha, é só bater a aveia no liquidificador)
⠂1/4 de xícara de óleo ou azeite
⠂1/4 de xícara de água
⠂sal a gosto
⠂1 pitada de açafrão pra massa não ficar desbotada
⠂1 pingo de óleo pra untar a forma

Ingredientes do recheio
⠂3 batatas inglesas pequenas cozidas na água (pode ser qualquer batata, mandioca ou inhame) 
⠂um pouco da água do cozimento das batatas
⠂1 colher de sopa polvilho azedo (vai dar uma consistência de requeijão)
⠂1 alho
⠂1 colher de sopa de azeite
⠂sal a gosto
⠂orégano a gosto
⠂pimenta do reino a gosto

Ingredientes da cobertura
⠂2 beterrabas fatiadas no mandolim (ou corta normal bem fino com muito cuidado e paciência)
⠂1 cebola roxa pequena
⠂sal a gosto
⠂pimenta do reino a gosto

Como eu fiz
→Tudo que vai no forno começa da mesma forma. Liga o forno antes de começar tudo! Comecei pela massa. Misturei tudo numa tigela e já coloquei a massa na fôrma untada. Tem que untar com óleo pra não grudar. Aperta bem a massa pra ficar bem fininha e alta, assim as laterais ficam bem crocantes. Coloquei pra assar por 15 minutos. 

→Enquanto isso coloquei as batatas do recheio pra cozinhar, fatiei a beterraba e cortei a cebola roxa em rodelas. Assim que a batata estiver cozida, é só bater no liquidificador todos os ingredientes do recheio. 

Atenção máxima aqui: tem que ficar um purê bem grosso. Se ficar líquido, na hora de cortar pra comer, vai esparramar por tudo. Na água que sobrou das batatas, dei uma fervida de 1 minuto pra amolecer um pouco as rodelas das beterrabadas. 

→Depois é só tirar a fôrma com a massa pré-cozida do forno, jogar o recheio, e colocar as camadas de beterraba por cima. Eu coloquei uma camada de beterraba, depois a cebola em rodelas por cima, sal e pimenta e em seguida mais uma camada de beterraba. Aí é só devolver no forno por mais uns 20 minutos. 

As beterrabas da última cama deram uma murchada e ficaram bem sequinhas. Uma delícia. Prometo!

Dê uma chance ao tofu - R$ 1,98

15 de outubro de 2017
Vai dizer que ele não é bonitinho?

Não lembro se eu já contei aqui, mas esse negócio de blog começou lá em março quando eu me ofereci pra dar uma oficina de comida vegetariana saudável com receitas que custam menos de R$ 5. Foi num evento organizado pela galera do Banco de Tempo Florianópolis, grupo do qual participo, em um bairro pouco abastado. A ideia era oferecer várias oficinas e cuidados apenas para mulheres.  

Não tinha ninguém vegetariano ali e nem todo mundo tinha uma pegada "saudável". Resolvi causar mesmo e levei tofu! Ensinei a fazer o passo a passo na hora e também levei uma pastinha já pronta, feita de tofu com manjericão, limão, azeite e sal. Além dele, fizemos os docinhos de aveia, leite de inhame, guacamole, hambúrguer de berinjela e requeijão de mandioca. Mas, pasmem, nada fez tanto sucesso e causou tanto alvoroço quanto o tofu. A maioria nunca tinha ouvido falar, mas ficou encantada com as propriedades nutricionais (muita proteína, muito cálcio, pouca gordura) e com a versatilidade dele. E a pastinha foi devorada em segundos. 

Nessa oficina, me pediram muito pra criar um blog com receitas desse tipo: baratas e simples. E cá estamos alguns meses depois. 😎😎😎😎😎 Então no início dessa empreitada chamada Comida Saudável pra Todos, que eu pretendo tornar um projeto social um dia, eu não poderia deixar de falar e fazer o tofu!

Pra quem não conhece, o tofu é basicamente o leite de soja talhado. É o mesmo processo da ricota de leite convencional. O método que eu faço suja o liquidificador + duas panelas + uma peneira e um voal (que pode ser um substituído por um pano de louça limpo). Como não vai gordura no processo, eu nem passo sabão na hora de lavar tudo isso. Passo na água com a esponja, vapt-vupt e acabou. Pra quem nunca fez, vai achar um pouco chatinho. Mas da segunda vez em diante é só ligar o botãozinho no automático e pronto.

Além de ser uma fonte de proteína ótima pra quem é vegetariano, o tofu é muito útil na cozinha porque dá pra fazer tudo com ele: mousse de chocolate, cobertura de bolo, vitamina, sopa, nuggets, hambúrguer, ricota, empadão, cheesecake, requeijão, mexidão, etc. Ele substitui muito bem o creme de leite, o leite e o requeijão na cozinha. 

Pra fazer o tofu, tem que comprar o grão de soja! Eu costumo pagar R$ 6,90/kg e ainda consigo comprar a soja não transgênica. Tenta achar também, senão, vai com a soja normal mesmo. Se você tiver uma conta bancária que permita, compre no mercado ele já pronto, na versão orgânica, que custa de R$ 10 a R$ 15 o tablet. Pra mim fica caríssimo e prefiro fazer em casa mesmo. 

Vai ter muita receita com tofu aqui! Preparem-se. 

Ingredientes (rendeu 324g)
⠂1 xícara e 1/2 de grãos de soja
⠂2 limões ou 2 colheres de sopa de vinagre ou 1 colher de sopa de sal amargo.

Como fazer
1 - Deixe os grãos de soja de molho na água por, no mínimo, 8 horas. Depois disso, jogue essa água fora e bata os grãos no liquidificador com 5 xícaras de água. 
                         

 2 - Depois de bater, coe o líquido que se formou numa peneira grande. Separe o resíduo da soja. Com ele, você pode fazer farinha (só torrar no forno), bolinhos, hambúrgueres, tortas salgadas. 
                        


3 - O líquido que sobrou é o leite de soja! Se quiser, pode beber e deixar o tofu pra outro dia hahahahaha. Eu odeio o sabor do leite de soja! Prefiro de aveia, amendoim, inhame. Coloque o leite de soja numa panela e deixe ferver por uns 5 minutos. 

                  

4 - Desligue o fogo e acrescente o suco de dois limões médios. Agora o negócio vai talhar. Espere uns 5 minutos.
         

5 - É só coar com um voal ou pano de louça limpo. Eu faço isso dentro de uma panela de cozinhar a vapor. Acho que facilita o trabalho e não me queimo! PRONTO!
                

Olha ele aí bonitinho!! Aí você decide se quer ele bem sequinho ou mais molhado. Vai escorrendo conforme o gosto. Eu gosto de deixar firme, mas molhadinho. Se quiser deixar no formato do tofu que vende no supermercado, é só colocar alguma coisa de peso fazendo pressão em cima, como um prato. Isso vai fazer com que a água dele escorra bem. 
              

Enquanto eu esperava o leite de soja talhar e virar tofu, eu fiz bolinhos de beterraba com o resíduo da soja que sobrou. Bati no processador: a soja, 1 beterraba, bastante salsinha e manjericão, gergelim, cominho em pó, pimenta do reino, sal e duas colheres de azeite. Levei no forno por 30min. E pronto! Já tinha almoço.

     Nessa cozinha não tem desperdício!!!!

Iogurte vegano de côco - R$ R$ 2,89

13 de outubro de 2017
Encontrei a Ana Paula num encontro da galera da pré-escola (sim, eu não via o povo todo há mais de 15 anos) e ela me contou que o filhinho dela, o Vicente, tem uns probleminhas com consumo de leite. Conversamos um pouco sobre essa onda de alimentação saudável, contei da ideia do blog e a vida seguiu. 

Nessa semana a Ana me escreveu pedindo uma receita de iogurte vegetal porque o Vicente tava doente, não queria comer nada e só pedia o bendito iogurte. Ela chegou a dar uns com leite, mas piorou a virose, aumentou a secreção do nariz. Fucei meus livros e só achei receitas complicadas. Passei pra ela uma dica que vi num vídeo da Bela Gil, de fazer suco de fruta e fermentar com limão. Mas o pequeno queria um iogurte branquinho!!!! Até que a Ana achou uma receita na internet de uma loja e me mandou, perguntando se eu achava que daria certo. Fiquei louca e já testei em seguida pra ver se funciona! E não é que foi um arraso? Vou fazer sempre!!!!

Só deixa eu explicar umas coisas antes. Pra fazer o iogurte, tem que rolar um processo de fermentação. Se não tiver isso vira um pudim. Pra fermentar, dá pra fazer de várias formas: 

⠂ com água de kefir
⠂ com limão
⠂com probióticos desses de saquinho que vendem em lojas de produtos naturais. 
⠂com um potinho de iogurte natural já pronto do supermercado. 

Eu fiz com limão e deu tudo certo. Só que pra ficar consistente, com aquela textura de iogurte cremoso, tem que usar agar agar ou gelatina incolor. Como eu sou vegetariana e a gelatina é feita de osso de boi, usei a agar agar. Sim, é um ingrediente difícil de encontrar e caríssimo! Eu encontro aqui em Floripa a granel, em lojas de produtos naturais, a R$ 89,90/kg! Mas, rende muito. E na receita só usei 4 gramas, ou seja, custou R$ 0,35 centavos pra essa porção. Rende bastante.

Eu comi com polpa de maracujá e melado de cana! Coloque o que você quiser. 

Perdoem a foto HORRÍVEL, mas eu não tenho maturidade pra novas receitas e saio comendo, não consigo tirar foto com calma. 

Ingredientes - rende 4 potinhos
⠂3 xícaras de côco ralado 
⠂1 litro de água quente
⠂1 colher de sobremesa de agar agar (deu 4 gramas)
⠂2 limões espremidos

Como fazer
 Deixar o côco ralado imerso na água quente por 20 minutos
⠂Bater bem o côco com a água no liquidificador. 
⠂Coar com uma peneira ou um paninho limpo (Eu não coei porque gosto dos pedacinhos de côco). 
⠂Levar metade do leite de côco pra panela, misturar o agar agar ou gelatina e deixar ferver por 3 minutos.
⠂Bater essa mistura no liquidificador junto com o suco dos limões. 
⠂Colocar tudo (tanto a mistura que foi pra panela quanto a outra metade do leite de côco) numa tigela de vidro e deixar em temperatura ambiente por 2h pra fermentar. 
⠂Levar na geladeira pra endurecer, comer e ser feliz. 

Achocolatado caseiro - R$ 3,15

12 de outubro de 2017

A diferença dessa receita pro Nescau é que tem mais cacau do que açúcar, além de nenhum conservante ou aromatizante.
Ainda tem milhões de pessoas que tomam Nescau e Toddy em 2017. Conheço váááárias. E não vou julgar ninguém porque odeio essa geração saúde-fitness-lowcarb que adora se pagar de superior. Estamos todos no mesmo barco e quem nunca se afundou numa banheira de comida industrializada que atire a primeira pedra. Eu mesma fui dessas adolescentes que comia nescau de colher como se não houvesse amanhã. 

Mas escrevo hoje pra te dar uma dica revolucionária. Talvez você leia esse blog porque já está predisposto a ter uma alimentação mais natural e saudável. Só que eu quero incluir aqui as pessoas que não passam na frente de um brócolis, por exemplo. Por isso, por mais que essa receita pareça muito fácil e óbvia, garanto que pra outra galera não.

Eu sempre fiz a chata do trabalho que criticava todo mundo que comia aquela bolachinha amanteigada no meio da reunião. Com os anos, fui ficando mais sensata, menos intrometida. 😈 Juro!

Uma das pessoas que ficou desesperada quando me conheceu foi a minha amiga-diva-maravilhosa-jornalista Neide Diniz. Logo que a gente começou a trabalhar junto numa ONG, eu fiz aniversário e a Neide entrou em desespero pensando no que me dar de presente. Ela foi numa loja de produtos naturais e pediu pra moça tudo o que era natureba-sem-açúcar. E me entregou um saquinho com essas coisas, toda constrangida, pedindo mil desculpas. Neide, eu jamais vou esquecer essa cena! rs

Tudo o que eu comia a Neide achava estranho. Eu levava chá verde com limão numa garrafa pra tomar durante as reuniões e ela me olhava como se eu fosse um alienígena. Às vezes eu levava uns pedaços de bolo integral de banana e ela nem chegava perto porque achava o aspecto estranho. A gente dava muita risada com essa situação e aos poucos ela viu que eu não era um monstro e eu também entendi que precisava pegar leve na zoação da alimentação alheia. 

Eu pegava muito no pé dela por conta do açúcar. A Neide toma Nescau todos os dias de manhã e de noite e coloca açúcar extra ainda. Quando eu soube, quase caí pra trás. No aniversário dela, resolvi dar uma de louca e fiz um vidro imenso de achocolatado caseiro. A Neide riu por 30 dias seguidos e prometeu experimentar. Resultado: ela curtiu e disse que eu poderia vender essa receita pra geral e ficar rica. Até o marido da Neide gostou e eles acabaram com o pote!! E olha que ele não come naaaaaada. Nem cebola. É a pessoa com mais restrições alimentares que já vi na vida. 

Então, Neide, segue a receita do nescau caseiro especialmente pra ti, já que estamos tão longe agora.

Não dá pra ser hipócrita e dizer que esse achocolatado é saudável. Não é. Ainda tem muito açúcar. Mas, além de não ter aromatizantes e conservantes do nescau tradicional, ele tem menos açúcar. Espia o rótulo do nescau aí da sua casa. O primeiro ingrediente é o que? Açúcar. Nessa receita que vou ensinar, o principal é o cacau. E o melhor de tudo é que fica muito mais barato. Gastei apenas R$ 3,15 pra fazer 280g de achocolatado. 

É pra tomar pouco! Sem exageros, viu? Se você já é acostumado com o sabor menos doce, pode reduzir a quantidade de açúcar demerara. 

Ingredientes
⠂2 xícaras de cacau em pó natural (pago R$ 15/kg)
⠂2/3 de xícara de açúcar demerara orgânico (pago R$ 4,5/kg)
⠂1 colher de sopa de canela em pó 

Essa receita dá menos trabalho do que ir no supermercado comprar Nescau. Inclua o cacau e o açúcar demerara na sua lista mensal de compras! 

Como fazer
Misturar tudo num vidro, tchau e benção. 

Como eu calculei o preço?
Usei 180g de cacau em pó. Se eu paguei R$ 15/kg, deu R$ 2,70.
Usei 100g de açúcar, que paguei R$ 4,50/kg. Então gastei R$ 0,45. 
Somando R$ 2,70 + R$ 0,45 = R$ 3,15.
A canela não entra no cálculo, assim como todos os temperos que uso, porque vai muito pouco. 


Se você quiser arrasar ainda mais, substitua o leite comum (porque vai saber em que condições essa vaca é criada) por algum de origem vegetal. O que eu mais gosto pra tomar com esse achocolatado é o leite de amendoim! Fica sensacional! Parece que os dois foram feitos um pro outro! Pra esse leite, uso o amendoim torrado, sem casca e sem sal. Costumo pagar uns R$ 22/kg. Esse leite dura 3 dias na geladeira. 

É só bater no liquidificador a mesma proporção de amendoim pra quatro proporções de água. Se você usar 1 xícara de amendoim, usa 4 de água. Se usar água morna, o leite vai ficar mais cremoso. 

Bate bem, por uns 2 minutos direto, coa com uma peneira e já pode tomar. Caso não tenha amendoim em casa, pode fazer com aveia, arroz, inhame cru, semente de girassol... Se você não tiver nada disso em casa, tá na hora de ir às compras! Não dá pra comer bem com o armário vazio! 

O resíduo que sobrar dos leites vegetais não é pra jogar fora! Guarda num potinho e faz essas bolachinhas aqui