Tortinhas de maçã - R$ 4,89

22 de dezembro de 2017
Não sou o que se pode chamar de fã do Natal. Me incomoda o fato de as pessoas falarem o nome de Jesus e em seguida desfilarem frases preconceituosas. Também me incomoda aquela mesa cheia de bicho morto com cabeça e tudo. Também me incomoda esse negócio de concurso do parente mais abastado, que comprou o presente mais caro pro filho. Também me incomoda todo mundo comentando que fulana e sicrana engordaram. Mas gosto da parte boa. Da galera se reunir, se abraçar, comer até passar mal. 

Qualquer evento que envolva o verbo comer me anima! Das datas festivas, minha preferência é pela festa junina, porque NADA no mundo é melhor do que a combinação de quentão + milho + paçoca + cocada. Mas, no natal, eu não costumo comer muito. 

Minha primeira festa natalina sem comer carne, faz uns cinco anos, obviamente foi difícil. Eu me dei conta, sentada na mesa com todo mundo, que eu não poderia comer 99% dos pratos. Não sei qual é o motivo que faz as pessoas colocarem presunto até na salada. Tá escrito isso na Bíblia? Mas ok. Eu não faço escândalo na mesa e aceito bem as tradições e a cultura a que todos estamos submetidos. 

Nesse primeiro natal sem carne, cheguei a comentar com a minha mãe que só teria farofa e torta de palmito pra eu comer. Ela, maravilhosa e educadora como sempre, respondeu que era só eu levantar a minha bunda da cadeira e ir cozinhar outra coisa, em vez de reclamar. E aí está uma verdade. É muita folga a gente reclamar das coisas e não fazer nada. O mesmo vale pra qualquer um que tenha qualquer restrição alimentar ou vontades aleatórias. As pessoas não estão no mundo para te servir! Programa-se, peça um espaço pra avó na cozinha, compre os ingredientes, cozinhe e lave a louça depois.

No outro Natal, levei um tabule de quinoa (olha a riqueza da pessoa na época) e uns enroladinhos de berinjela. Todo mundo fez cara de nojo. E meus pais comeram junto comigo para não ficar chato. Então hoje eu faço isso. Se tô com vontade, inspiração e tempo, levo umas opções vegetarianas pra ceia. Senão, me contento em me afundar em farofa e torta de palmito. Afinal, eu comeria até pedra depois de litros de cerveja. 

Feita toda a introdução natalina, vamos à receita de hoje, que serve como uma ideia de sobremesa pra ceia. Pela foto, fica escancarada a minha falta de habilidade para produções manuais. Eu sempre quase reprovei nas aulas de educação artística, desenho e coisas relacionadas. Não tenho paciência nenhuma. Hoje eu até estava animada pra caprichar nas tortinhas de maçã, mas estou com trabalho pra entregar, mala pra arrumar, mercado pra fazer e ainda receberei visitas de noite! Então eu peço perdão pela ausência de delicadeza das minhas tortinhas, mas o sabor compensa, garanto!

A receita rende oito tortinhas, mas quando fui tirar a foto eu já tinha comido 3! hahaha

A receita rende oito mini tortinhas e me custou R$ 4,89. É importante lembrar que eu moro no estado que é o maior produtor de maçã do Brasil. Pago R$ 2,49 no quilo. Se você mora em Manaus, vai pagar mil vezes mais no preço da maçã e a receita vai ficar mais cara. Pode substituir por outra fruta, como peras ou pêssegos. Não pode ser por uma fruta que solte muita água, como abacaxi. 

Não estão super bonitinhas, mas o sabor é um sucesso! Pode confiar

Ingredientes da massa
⠂1 xícara de abóbora cabotiá cozida e amassada com um garfo
⠂2 xícaras de farinha de aveia
⠂3 colheres de melado de cana
⠂1/4 de xícara de óleo de girassol
⠂1 pitada de sal

Como fazer a massa
Misturar tudo numa tigela.

Prazer, essa é a massa!

Ingredientes do recheio
⠂2 maçãs grandes cortadas em cubinhos com casca e tudo
⠂1/4 de xícara de açúcar mascavo ou rapadura ralada (usei rapadura)
⠂1 colher de sopa de suco de limão
⠂1 pitada de sal
⠂canela a gosto
⠂1 colher de café de amido de milho (maizena) misturados a 4 colheres de sopa de água.

Como fazer o recheio
Numa panela, derreter o açúcar ou a rapadura. Em seguida, acrescentar os cubinhos de maçã. Quando eles já tiverem mais macios e quase transparentes, acrescentar o suco de limão, a canela, a pitada de sal e a mistura de amido de milho com água. Se não colocar o amido de milho, o recheio não vai ficar grudadinho e cremoso. Vai soltar muita água na hora de assar. 

O recheio tem que ficar bem cremoso!

Como montar tudo
Colocar o equivalente de 1 colher de sopa de massa em cada forminha. Preencher todo o fundo das forminhas e as laterais com a massa. Colocar o recheio por cima e fazer umas tirinhas bem fininhas de massa pra colocar por cima do recheio. Polvilhar canela por cima. Assar em forno já pre-aquecido a 200 graus por 40 minutos ou até a massa estar bem sequinha e crocante. 


💚💚Pra encerrar: neste natal, não fale mal de ninguém! Não desfile ódio. Não pense em comprar os presentes mais caros pros seus filhos e sobrinhos. Abrace as pessoas, seja gentil e coma mais vegetais! E MANDE OS HOMENS LAVAREM A LOUÇA!

Catchup caseiro - R$ 4,79

13 de dezembro de 2017
Ganhei uns cinco quilos de batata inglesa sem venenos. Na verdade foi minha mãe quem ganhou do pai agricultor de uma paciente do hospital onde ela trabalha. A pessoa que me colocou no mundo é técnica de enfermagem na emergência do maior hospital público da Grande Florianópolis. Sim, também não sei como ela aguenta. Mas não só aguenta como adora e ainda ganha toneladas de presente toda semana! Como ela anda meio cansada pra cozinhar, mandou as batatinhas pra essa que vos fala. 

Então, nessa semana, virei a louca da batata. Tô me sentindo na Segunda Guerra Mundial onde as pessoas se enfiavam em esconderijos por meses e só viviam de batata. Aliás, essa é uma das razões pra gente respeitar esse tubérculo. Fico b-o-l-a-d-a quando alguém me conta que não come batata porque engorda! Foi ela que fez povos e mais povos sobreviverem a invernos estilo Winterfell (fãs de Game of Thrones entenderão) e várias guerras. Além de ser uma delícia! 

Enfim, eu precisava pensar no que fazer com as minhas batatinhas. Fiz elas fritas naquela máquina maravilhosa chamada air fryer, fiz assada com alecrim, fiz purê de batata com linhaça, fiz chips de casca de batata, fiz caldo verde e ainda sobrou mais de três quilos! Como tô com visitas em casa, resolvi investir de novo nos petiscos e, pra dar uma incrementada, pensei: vou inventar um catchup caseiro arrasador pra comer com essas belezinhas. Quer combinação melhor do que batata com esse molhinho vermelho adocicado?

Eu não sei se você já fez catchup em casa, mas eu nunca. E tô até agora com o queixo no chão porque a receita é a coisa mais fácil e deliciosa do universo inteiro! Sério! Por que as pessoas perdem tempo comprando esses molhos prontos? A maionese de abacate já tinha mudado a minha vida. Mas agora, com esse catchup junto, está feita a revolução!

A receita não é minha. Eu peguei do livro Ingredientes caseiros veganos. Lá, a autora sugere que usemos extrato de tomate e água. Como nunca achei um extrato de tomate decente no supermercado, sempre vejo muito conservante no rótulo, substituí por uma lata de tomate pelado e cortei a água da receita. E como eu estou enlouquecida pelo sabor defumado (todo dia eu quase coloco fogo na minha casa pra defumar alguma coisa), acrescentei uma colherzita de páprica defumada. É opcional, mas eu achei que dá um sabor delicioso. Esse é um tempero bem fácil de achar e bem barato: 10 gramas custam menos de R$ 3. 

Então é isso! Agora vou colocar catchup até no feijão! Me aguarde! Mas, sejamos sensatos porque vai bastante açúcar na receita. E onde tem açúcar tem aquela placa piscando com a palavra "moderação"!

Ah! Os motivos pra você deixar de comprar catchup pronto e fazer esse são vários:

→Esse não leva um único conservante, aromatizante ou realçador de sabor, ao contrário dos industrializados.

→ Esse não leva toneladas de açúcar. A gente sabe a quantidade que tá colocando.

→ Esse é muito mais barato!

→É muito mais saboroso! Inacreditável de tão bom!




Ingredientes
⠂1 lata de tomate pelado sem conservantes (400g)
⠂1/4 de xícara de vinagre de maçã
⠂1/4 de xícara de açúcar demerara
⠂2 colheres de chá de sal
⠂1 colher de café de páprica defumada (opcional)

Observação: se quiser a textura mais consistente, acrescenta um pedacinho de inhame cozido.

Com vocês, os ingredientes. 

Modo de fazer
Pulsa tudo no liquidificador. Não bate como se fosse um suco porque vai deixar o molho muito líquido! Bate pouquinho! 

Validade: coloque num vidro e deixe na geladeira. Dura cerca de 2 meses!

Menu Masterchef por R$ 10

9 de dezembro de 2017
Antes de começar a descrever o meu menu metido mas com preço de PF, não custa lembrar que eu não sou chef de cozinha, nunca trabalhei com isso na vida, nem pretendo fazer curso em Nova Iorque e abrir um restaurante, ok? Minha comida é amadora. E assim que ela vai continuar sendo. Você não vai encontrar coisas inacreditáveis aqui. Tipo o que você sente quando come as espumas de formiga defumada do Alex Atala. O que eu mostro aqui são receitas e dicas de uma cozinha caseira, digna, em constante aprimoramento. Aliás, estou abertíssima a críticas e sugestões!

Como eu trabalho como repórter de gastronomia, aprendo uma coisinha aqui e outra li de tanto entrevistar as pessoas que entendem do negócio, e também me endivido comprando livros de culinária e adoro ver esses programas cafonas, tipo Masterchef. 

Aí você pensa: mas, Juliana, só tem bicho morto no Masterchef. Por que você vê? Eu respondo: Meu bem, sempre tem coisa pra gente aprender nessa vida. O que eles falam ali e vale pra picanha, eu coloco em prática com a berinjela amanhã, entende? E, além disso, tem muita dica boa. Foi com a Paola Carosella que eu aprendi que o feijão preto se cozinha por 17 minutos na pressão. Também aprendi que qualquer coisa que precisa dourar no forno tem que ser colocada numa forma baixa, tipo essas de pizza. Também descobri lá que leite de côco só se coloca pra finalizar as coisas. E assim por diante.

Nessa terça rolou a final do Masterchef. E não sei vocês, mas aqui em Floripa os restaurantes ficaram vazios. Parecia o dia do último episódio da novela Avenida Brasil, lembra? Enfim, eu não aguardei tão enlouquecidamente pela final porque não torcia pra nenhum dos dois finalistas. Então só torci pela melhor comida mesmo. Pra mim, a Irina foi o melhor dessa edição porque além daqueles cachos maravilhosos e do sotaque potiguar, ela colocava coentro, banana da terra e pimenta em tudo. E todo mundo que usa esses três ingredientes merece todo o meu amor e respeito! 

Para assistir ao episódio, tive que convencer meu digníssimo companheiro a ficar acordado pra ter com quem comentar (eu moro a 1h de distância de toda a humanidade) e resolvemos fazer um cardápio especial com cara de refinado. Na verdade, nós não resolvemos, eu o forcei. Bem-vindos ao meu lado autoritário. Aí pensei: vou tentar fazer num cardápio completo de entrada, prato principal e sobremesa, como a final do Masterchef, mas gastando só R$ 10 e servindo duas pessoas. Fui pensando nos ingredientes mais baratos que poderia encontrar e em algo que ficasse realmente saboroso. Ah! Eu queria algo brasileríssimo! Nada de quiche e essas frescuragens europeias. E cheguei na conclusão abaixo:


Só uma coisa: compre um mandolim! Sério! É aquele negócio de cortar coisas beeem fininho! Eu faço chips de qualquer raiz com isso quase todos os dias! E permite cortar qualquer vegetal, como a abobrinha, de forma a ficar fininha e crocante. O meu é daqueles bem podrões mesmo. Paguei uns R$ 35. 

Outra coisa importante: eu só gastei R$ 10 porque tinha as ervas todas nas meus vasinhos da varanda. Se fosse comprar hortelã, coentro e salsinha no mercado, iria ultrapassar o valor! E eu não incluí o valor do azeite na receita! Já falei uma vez aqui: os óleos só entram no cálculo dos preços quando uso mais de 1/2 xícara. Menos do que isso, é difícil de mensurar certinho. Vai do gosto de cada um... 

1. Entrada: Salada de abobrinha com chips de inhame


Ingredientes
1 abobrinha pequena cortada no mandolim
1 inhame pequeno descascado e cortado no mandolim
5 folhas de hortelã (peguei dos meus vasinhos da varanda)
uma pitada de sal
uma pitada de pimenta do reino/rosa moída na hora
azeite a gosto

Como eu fiz
- Cortei o inhame no mandolim, misturei os pedacinhos com uma pitada de sal e joguei na mágica air fryer, a fritadeira elétrica, por 12 minutos! Dá pra fazer a mesma coisa no forno! É só untar bem a fôrma e deixar cada pedacinho de inhame bem separado um do outro. Cuida pra não queimar! 
- Cortei a abobrinha no mandolim, joguei numa tigela e misturei uma pitada de sal, pimenta e um fio de azeite.
- Montei a salada em cada prato: coloquei as abobrinhas enroladinhas, quase como um canudinho, joguei as folhas de hortelã por cima e os chips de inhame! 

Dica: Em cada garfada, você precisa pegar um pedaço de abobrinha, um de inhame e uma folhinha de hortelã. O contraste de texturas é uma delíciaaaaaa!

2. Prato principal: Ceviche de banana da terra e acarajé assado 

Tá! Eu talvez tenha deixado o acarajé por tempo demais no forno! Mas é porque eu queria BEM crocante!

Ingredientes do ceviche
2 bananas da terra cortadas em cubos médios
1 cebola roxa cortada em meia lua
1 colher de chá de gengibre picado
suco de 1 limão
2 pimentas dedo de moça
um punhado de salsinha a gosto
um punhado de coentro a gosto
sal a gosto

Como eu fiz
Misturei tudo numa tigela e deixei marinando de um dia pro outro. Se você gostar da cebola crocante, como no ceviche peruano de verdade, deixe pra colocá-la um pouco antes de servir. Eu fico com muita azia, então prefiro deixá-la na marinada. 

Ingredientes do acarajé
1 xícara de feijão fradinho cru, deixado de molho por 48 horas, trocando a água a cada 12 horas. 
1 cebola ralada
azeite de dendê pra pincelar (se você for assar, como eu fiz) ou o suficiente pra fritar, se o dendê for barato na sua região. Aqui em Floripa custa uma fortuna. 
sal a gosto

Como eu fiz
- Bati o feijão fradinho com a cebola e o sal no processador. Tem que bater bastante, até ficar com consistência de uma massa. 
- Untei uma forma com dendê
- Peguei a quantidade de uma colher de sopa bem cheia da massa, e joguei na assadeira
- Pincelei um pouco do dendê em cada bolinho.
- Assei no forno pré-aquecido a 200 graus por 20 minutos. Quando deu 10 minutos, virei os bolinhos pra dourar do outro lado. 

3. Sobremesa: Pirâmide de abacaxi (Do livro "Colagens e Receitas", do chef francês Alain Passard)


Ingredientes
1/2 abacaxi maduro cortado em formato de pirâmide
1 limão
cerca de 40 gramas de melado de cana
cerca de 70ml de azeite
pimenta do reino a gosto
12 fatias de maçã verde cortadas no mandolim

Como eu fiz
- No liquidificador, bati o limão e o melado. Em seguida, acrescentei o azeite aos poucos, como se tivesse fazendo uma maionese. 
- Agora é só montar: peguei um prato de sobremesa, coloquei um pouco do molho no fundo e o abacaxi por cima. Depois, mais um pouco do molho no topo da pirâmide de abacaxi. Por último, fui colando as fatias de maçã nas laterais, com cuidado, e moí a pimenta do reino por cima de tudo. 

Dica: Essa sobremesa não é muito doce. É uma brincadeira entre o doce e o salgado. Se você estranhar, coloque mais melado no creme. Se o abacaxi estiver bem docinho, fica mais saboroso. 


Pra acompanhar, tomamos água com gás em taças de champagne porque não basta ser pobre, tem que se achar ryco!


Vegetais da estação mês a mês

4 de dezembro de 2017
O post de hoje é um pedido de muita gente. Já aviso que isso é só uma estimativa. A sazonalidade dos alimentos varia muito de região pra região, condições climáticas atípicas e tudo o mais. Então pode variar bastante. E também não custa lembrar que a lista que vou colocar abaixo são dos vegetais mais comercializados. Mesmo com a globalização, tem coisa que só tem no Norte do país, em tal e tal cidade. Tipo, cupuaçu! Aqui em Santa Catarina, pra minha tristeza, só encontro a polpa congelada!

E pode notar, os vegetais que estão fora de época costumam ser menos saborosos e caríssimos. Espia só o gosto e o preço do abacate agora em dezembro! Já as uvas, ficam com um preço mais acessível, pelo menos aqui. Se tiver uma safra boa, consigo pagar uns R$ 3 ou R$ 4 o quilo! Isso significa que vou almoçar e jantar uva durante todo o verão!

E por que comer alimentos da época?

→1. Ficam mais baratos.
→2. Ficam mais suculentos.
→3. Possuem menos agrotóxicos.


Esse é um dos hortifrutis aqui do meu bairro!


Janeiro
Frutas: abacaxi, carambola, coco verde, figo, framboesa, fruta do conde, laranja-pera, mamão, maracujá, melancia, nectarina e uva;
Verduras: alface, cebolinha, couve e salsa;
Legumes: abóbora, abobrinha, beterraba, pepino, pimentão, quiabo e tomate.

Fevereiro
Frutas: abacate, ameixa, carambola, coco verde, figo, fruta do conde, goiaba, jaca, maçã, pera, pêssego, seriguela e uva;
Verduras: escarola, hortelã e repolho;
Legumes: abóbora, gengibre, milho verde, pepino, pimentão, quiabo e tomate.

Março
Frutas: abacate, abacaxi, ameixa, banana-maçã, banana-nanica, coco verde, figo, fruta do conde, goiaba, jaca, limão, maçã, mamão, mangostão, nectarina, pera, uva, pêssego, seriguela e tangerina;
Verduras: acelga, alface, alho poró, coentro, endívia, escarola, repolho, rúcula e salsa;
Legumes: abóbora, abobrinha, berinjela, beterraba, cará, chuchu, gengibre, inhame, jiló, milho verde, nabo, pepino, quiabo e tomate (sei que não é legume, mas é estranho colocá-lo ao lado da banana).

Abril
Frutas: abacate, ameixa, banana-maçã, caqui, cidra, jaca, kiwi, maçã, mamão, pera, tangerina e uva;
Verduras: alface, alho poró, almeirão, escarola e repolho;
Legumes: abóbora, abobrinha, berinjela, beterraba, cará, chuchu, gengibre, inhame, nabo, pepino e tomate.

Maio
Frutas: abacate, banana-maçã, caqui, jaca, kiwi, maçã, pera, tangerina e uva;
Verduras: alho poró, almeirão, erva-doce, louro, nabo;
Legumes: abóbora, abobrinha, batata doce, berinjela, beterraba, cará, cenoura, chuchu, inhame, mandioca, mandioquinha, nabo e rabanete.

Junho
Frutas: carambola, kiwi, laranja-lima, mangostão, marmelo, mexerica e tangerina;
Verduras: agrião, alho poró, almeirão, brócolis e erva-doce;
Legumes: abóbora, batata doce, berinjela, cará, cenoura, ervilha, gengibre, inhame, mandioca, mandioquinha, milho verde e palmito.

Julho
Frutas: carambola, kiwi, laranja lima, mexerica e tangerina;
Verduras: agrião, alho poró, chicória, coentro, couve, erva-doce, espinafre, mostarda e salsão;
Legumes: cenoura, abóbora, batata doce, cará, ervilha, inhame, mandioca, mandioquinha, milho verde, nabo, palmito, pepino e rabanete.

Agosto
Frutas: banana-nanica, caju, carambola, kiwi, laranja pera, lima, maçã, mamão, mexerica, morango e tangerina;
Verduras: agrião, alho poró, brócolis, chicória, coentro, couve, couve-flor, erva-doce, escarola, espinafre, mostarda e rúcula;
Legumes: abóbora, abobrinha, cará, cenoura, ervilha, fava, inhame, mandioca, mandioquinha, nabo, pimentão e rabanete.

Setembro
Frutas: abacaxi, banana-nanica, caju, jabuticaba, laranja-lima, laranja-pera, maçã, mexerica, nêspera, tamarindo e tangerina;
Verduras: alho poró, almeirão, brócolis, chicória, couve, couve-flor, erva-doce, espinafre, louro e orégano;
Legumes: abóbora, abobrinha, cará, ervilha, fava, inhame, pimentão e rabanete.

Outubro
Frutas: abacaxi, acerola, banana-nanica, banana-prata, caju, manga, coco-verde, jabuticaba, laranja-pera, lima, maçã, mamão, nêspera e tangerina;
Verduras: alho poró, almeirão, brócolis, catalonha, cebolinha, chicória, coentro, couve-flor, erva-doce, espinafre, folha de uva, hortelã, mostarda e orégano;
Legumes: abóbora, abobrinha, alcachofra, aspargos, batata doce, berinjela, beterraba, cenoura, cogumelo, ervilha, fava, inhame, pepino, pimentão, rabanete, tomate e tomate-caqui.

Novembro
Frutas: abacaxi, acerola, banana-nanica, banana-prata, caju, coco verde, framboesa, jaca, laranja-pera, maçã, mamão, manga, maracujá, melancia, melão, nectarina, pêssego e tangerina;
Verduras: alho poró, almeirão, brócolis, cebolinha, endívia, erva-doce, espinafre e folha de uva;
Legumes: abobrinha, aspargos, berinjela, beterraba, cenoura, inhame, maxixe, nabo, pepino, pimentão e tomate.

Dezembro
Frutas: abacaxi, ameixa, banana-prata, cereja, coco verde, damasco, figo, framboesa, graviola, kiwi, laranja-pera, limão, lichia, maçã, manga, maracujá, melancia, melão, nectarina, pêssego, romã e uva;
Verduras: almeirão, cebolinha, endívias, erva-doce, folha de uva, hortelã, orégano, rúcula, salsa e salsão;
Legumes: abobrinha, beterraba, cenoura, pimentão, tomate e vagem macarrão.

Produtos fixos na despensa

29 de novembro de 2017

Arroz cateto, farinha de mandioca, feijão fradinho, farinha integral, aveia em flocos, amendoim, açúcar mascavo, gergelim, linhaça e semente de girassol

Se você é do tipo que ainda usa a desculpa da falta de tempo pra comer mal, vai no supermercado a cada vez que sente fome e compra tudo pronto (lasanha, pão, ricota, bolacha, hambúrguer), vou te dar uma dicas.

Escolha um dia por mês pra comprar os produtos que vou listar a seguir. Alguns cereais e farinhas servem de base pra diversos pratos rápidos, saudáveis e muito mais baratos que uma lasanha congelada. Com eles em mãos, é só juntar os vegetais da estação, temperos, e acabaram todas as suas desculpas. 

Ah! Umas dicas:

⠂Não compre um quilo de cada coisa. Semente de girassol e linhaça, por exemplo, vamos usar em pequenas quantidades;
⠂Produtos comprados a granel, em lojas de produtos naturais, saem bem mais barato do que em supermercados;
⠂Depois de abertos, armazene tudo em potes de vidro, bem fechados;
⠂Nessa lista, não estão nem óleos nem os temperos, porque eles merecem um post só pra eles. Aguarde!

Aveia* (R$ 6,90/kg) 
*Se o seu liquidificador não for dos melhores, compre farinha de aveia (R$ 7,5/kg) também!
Pra que: leite, granola, brigadeiro, cremes, sopas, hambúrgueres, bolos, tortas...
Por que: fonte de fibras que podem auxiliar no controle de peso, na redução do colesterol, além de interferir na absorção da glicose, proporcionando menores picos glicêmicos após as refeições.
Sugestões de receitas: leite de aveia, hambúrguer de aveia a parmegiana, docinhos a base de aveia, panqueca de banana, mini bolinhos de banana, estrogonofe de berinjela. 

Arroz orgânico (R$ 5,90/kg)
Pra que: pra acompanhar o feijão e pra servir de base pra outras receitas, como hambúrguers e bolinhos.
Por que: o arroz, na sua forma integral, preserva as vitaminas, minerais, ácidos graxos essenciais e fibras.
Sugestões de receita: iogurte de manga com kefir, leite de arroz, kitchari indiano, PF dos sonhos

Feijão fradinho (R$ 7,90/kg) e outros feijões de sua preferência.
Pra que: como o grão de bico está caro, esse vai ser nosso substituto. Vai servir pra saladas, pastas, almôndegas...
Por que: os feijões são uma excelente fonte de proteína vegetal. Além disso, possuem carboidratos complexos, fibra, vitaminas do complexo B e ferro.
Sugestões de receita: falafel de feijão, omelete de feijão, hambúrguer de feijão com mandioca.  

Em tempos de vacas magras a gente troca o grão de bico pelo feijão fradinho.

Linhaça* (R$ 6,30/kg): 
*Se o seu liquidificador não for dos melhores, compre farinha de linhaça (R$ 14/kg) também!
Pra que: pode substituir o ovo, vai servir pra empanar bolinhos e adicionar a textura crocante a outras receitas.
Por que: fornece gorduras poli-insaturadas, essenciais para manutenção da saúde, fibras, que auxiliam no funcionamento intestinal, além de carboidrato de absorção lenta e proteína.
Sugestões de receitas: bolo de chocolate, cracker de linhaça, panqueca de banana

Farinha de trigo orgânica* (R$ 8,00/kg) 
*O nosso trigo de hoje não é o trigo que sua avó comia. Por isso, tente comprar o orgânico, que costuma sair de R$ 2 a R$ 5 mais caro. 
Pra que: pra tortas, bolos, panquecas, pães. 
Por que: fornece e energia para o organismo.
Sugestões de receitas: bolo de cacau com banana. 

Melado (R$ 12/L)
Pra que: vai adoçar bolos, panquecas, vitaminas. 
Por que: é um pouco menos calórico do que o açúcar e mantém nutrientes como cálcio, magnésio, fósforo, ferro e potássio.
Sugestões de receita: tortinhas de maçã. 

Açúcar mascavo (R$ 7,5/kg)
Pra que: vai adoçar bolos, brigadeiros, tortas e ajudar a cortar a acidez de molhos. 
Por que: é menos processado do que o açúcar refinado, que passa pelas etapas de branqueamento, cristalização e refino, resultando em calorias vazias.
Sugestões de receita: bolachinhas de sobras, bolo de coco

Polvilho azedo (R$ 9,5/kg)
Pra que: vai arrasar em pães e queijos vegetais. 
Por que: é um ingrediente tipicamente brasileiro, uma alternativa sem glúten e considerada um alimento in natura, ou seja, na sua produção não há uso de aditivos químicos.
Sugestões de receita: pãezinhos de batata, requeijão de inhame

Farinha de mandioca (R$ 13/kg)
Pra que: farofa, além de servir pra empanar e dar consistência a brownies e hambúrgueres. 
Por que: assim como o polvilho é um ingrediente tipicamente brasileiro, uma alternativa sem glúten e considerada um alimento in natura, ou seja, na sua produção não há uso de aditivos alimentares.
Sugestões de receita: dadinhos de tofu, farofa de dendê

Gergelim branco com casca (R$ 13/kg)
Pra que: vai virar leite, ricota, queijo, além de dar crocância a pães, tortas e farofas. 
Por que: pois possui gorduras boas, proteína, carboidrato e fibras alimentares. Importante fonte de cálcio, além de fornecer outros nutrientes como fósforo, ferro e vitaminas do complexo B.
Sugestões de receitas: ricota de gergelim, leite de gergelim, creme de gergelim pra gratinar. 

Sim, eu compro gergelim por kg! Uso pra fazer ricota toda semana! Um pacote desse dura um mês lá em casa.

Amendoim torrado sem sal e sem pele (R$ 16,95/kg)
Pra que: ele é o primo pobre das castanhas. vai virar leite, vai acrescentar sabor a doces e levar um toque asiático pra molhos e caldos. 
Por que: fornece gorduras boas, proteínas e baixa quantidade de carboidrato, além de compostos antioxidantes que previnem diversas doenças.
Sugestões de receita: leite de amendoim, leite condensado caseiro, docinhos, patê de lentilha com amendoim.

Semente de girassol sem casca (R$ 20/kg)
Pra que: vai virar farofa e granola, além de ser mais um ingrediente pra dar o toque "crocante" nas receitas. 
Por que: fornece gorduras boas, além de importantes quantidades de magnésio e zinco. 
Sugestões de receita: leitericota (é só fazer exatamente o mesmo processo da ricota de gergelim, usando a semente de girassol. 

*Todas as informações nutricionais foram fornecidas pela nutricionista Debora Bottega.

Estrogonofe de berinjela - R$ 5,78

28 de novembro de 2017
Vocês viram Masterchef nessa semana? Eu piro naquele sotaque da Irina e no jeito dela de cozinhar. Torço horrores. 

Todo mundo me pergunta por que eu vejo Masterchef já que as receitas costumam levar carne. Quando tem uns bichos pendurados eu desligo a TV, mas em geral sempre aprendo umas coisas aleatórias. E como não amar esse ser chamado Paola Carosella? Foi no Masterchef que eu aprendi que não se pode mexer o feijão depois de temperar. Tem que deixar criar aquela crostinha em cima pra engrossar o caldo. No último episódio, a Irina deu uma dica ótima que eu não sabia: é bom colocar o leite de côco só no fim das receitas, com o fogo já desligado. Se deixar ele cozinhar e ferver, o côco vai soltar muita gordura e o caldo vai ficar rançoso. 

Não sei por que tô contando tudo isso porque não tem nenhuma relação com o prato de hoje. Eu tava só tagarelando mesmo. 


Por cima, coloquei a palha de inhame


Essa receita é o melhor exemplo de que comida saudável pode ser muito barata e muito simples. O estrogonofe de berinjela sustenta cerca de 6 pessoas de apetite moderado ou 4 famintas. Eu sempre faço essa mesmíssima receita com abobrinha e esta continua sendo a minha opção preferida. Com a berinjela fica uma delícia também, mas a abobrinha é mais neutra e absorve bem o gosto do molho.  Acho que fica mais suculento! Então faça com o que você tiver em casa ou o que tiver mais barato no hortifruti. Se você tiver ostentando, pode fazer com cogumelos também! Com shitake dá vontade de chorar, de tão bom. Mas o preço da receita vai multiplicar por muitos reaizinhos. 

O essencial de todo estrogonofe é aquela cor meio rosada, certo? Que surge da mistura do molho de tomate com o creme de leite. Eu não como creme de leite, então uso o leite de aveia no lugar. Não pode ser outro leite vegetal.  Tem que ser o leite de aveia porque ele vai dar cremosidade e vai ajudar a engrossar o estrogonofe. Se você usar outro leite, o caldo vai ficar ralo. Entendido?

Pro leite de aveia
⠂1 xícara de aveia em flocos grossos
⠂4 xícaras de água quente

Como eu fiz
É só bater e coar. 

Observação: é melhor deixar a aveia de molho por 8 horas para neutralizar os antinutrientes, como a gente faz com feijão. Não esqueça de descartar essa água do demolho. 

Pro estrogonofe
⠂2 dentes de alho picados
⠂1 cebola média cortada em cubos
⠂2 berinjelas ou abobrinhas médias cortadas em cubos
⠂2 xícaras de molho de tomate (opcional)
⠂1 xícara de leite de aveia
⠂2 colheres (de sopa) de molho de mostarda
⠂2 colheres azeite de oliva
⠂2 colheres de sopa de óregano
⠂salsinha e cebolinha a gosto
⠂sal a gosto
⠂outras pimentas a gosto (coloquei páprica picante e pimenta do reino)

Observação: Se você tiver numa fase ryca da vida, também pode acrescentar palmitos picadinhos ou champignon). Se não for usar molho de tomate, pode acrescentar uma colher de sopa de colorau pra dar uma corzinha. 

Como fazer
Se você é da turma que costuma estranhar o amargo da berinjela, coloque os cubinhos imersos na água com duas colheres de sopa de vinagre por uns 10 minutos. Escorre bem e pronto. Numa panela, refogue o alho e a cebola no azeite até dourar. Acrescente os cubinhos de berinjela. Coloque o molho de tomate e o leite de aveia. Tempere com orégano, sal, pimentas a gosto e a mostarda. Espere ferver por uns 6 ou 7 minutos e pronto. Desligue e o fogo e acrescente a salsinha e a cebolinha. 

Pra palha de inhame
1 inhame grande ralado 
sal a gosto

Como eu fiz
É só misturar tudo e jogar na frigideira elétrica ou fritar por imersão. Tem gente que diz que dá pra fazer no forno, mas eu nunca consegui. 

Vai dizer que não fica lindo?

Nutri responde: como evitar a azia

22 de novembro de 2017
Não sei vocês, mas tem umas comidas que me dão uma azia insuportável. Em geral, cebola e alho crus, essas frituras super oleosas ou coisas com tempero pronto, tipo sazon e caldo knor. Não coloco essas coisas na minha comida, obviamente, mas nem sempre sei a procedência do que como na rua. Conheço muita gente que passa por isso com frequência também e recebi umas mensagens de leitores pedindo dicas do que comer pra evitar a azia. Por isso, recorri à nossa nutricionista parceira, a Débora Bottega, pra responder a algumas dúvidas sobre esse assunto. 

Ah! Não custa lembrar que a Débora atende aqui em Floripa e dá a opção de consulta a preços sociais pra quem não pode pagar o valor inteiro. Então, se você conhece alguém que está em busca de um nutricionista e não quer esperar muito fila do SUS, já temos aqui uma profissional pra indicar. 


Vamos às perguntas que fiz à Débora:

Há pessoas que sofrem mais com azia do que outras, mesmo se comerem a mesma coisa? 
Sim. Podem ter fatores genéticos, patológicos, de hábitos e de alimentação que vão influenciar. É necessário levar em conta o que está causando os sintomas para poder pensar na ações. Os sintomas de desconforto gástrico após as refeições, de queimação, eructação, inchaço, náusea podem ser causados por certos excessos e ter poucas consequências ou podem ser indicadores de problemas mais sérios como refluxo gastroesofágico, esofagite, hérnia hiatal, gastrite e úlceras.

A causa e o tratamento de cada situação são diferentes, não se pode generalizar e, se os sintomas são recorrentes, é necessário procurar um médico para que o diagnóstico seja feito. Depois disso, o nutricionista pode entrar com as orientações alimentares que, dependendo da situação, serão o tratamento principal ou complementares ao tratamento médico.

Lembrando que o não tratamento de algumas situações como a infecção crônica com H. pylori parece aumentar o risco de carcinoma de estômago, assim como o fumo, consumo excessivo de álcool, obesidade, alimentação pobre em fibras e com alimentos excessivamente salgados.


Há alimentos que, em geral, são indigestos pra todo mundo? Quais são eles?
Sim, existem alimentos que por suas características próprias são mais difíceis de digerir, como é o caso das leguminosas: feijões, lentilha, grão de bico, das carnes, principalmente a vermelha, o leite UHT e alguns vegetais. Pra melhorar a digestão dos grãos, é necessário deixá-los de molho por, pelo menos, 8 horas. Mas não há um consenso científico sobre quanto tempo cada leguminosa deve ficar de molho. Também existe a alternativa de deixar o grão germinar, aumentando atividade enzimática e melhorando a digestibilidade. Neste o caso o tempo vai variar para cada alimento, variando de 12 horas a 15 dias. 

Os alimentos podem causar azia por diferente motivos, por exemplo, alguns são irritantes da mucosa, como a cafeína, o sal e o álcool, outros alteram a pressão do esfíncter esofágico inferior (é ele que impede o retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago), tais como: café, mate, chá preto, bebidas alcoólicas, chocolate, hortelã e ainda os de difícil digestão como é o caso do pimentão.

A gordura está mais relacionada com o excesso, pois ela retarda o esvaziamento gástrico, mesmo uma gordura boa e excesso pode gerar desconforto gástrico. Além disso a digestão da gordura é lenta, de forma que grandes quantidades de gordura tornam a digestão mais demorada causando sensação de “estufamento”. 

Há combinações de alimentos que não são recomendadas porque podem causar azia?
A combinação de vários alimentos na mesma refeição, principalmente se são indigestos, vai agravar a situação. Mas mais do que isso, a combinação de grandes refeições com a ingestão de líquidos pode ser prejudicial e deve ser evitada.

 Em geral, o que pode ser feito pra evitar a azia?
⠂Manter-se no peso adequado.
⠂Evitar consumo de bebidas alcoólicas.
⠂Comer devagar, mastigando muito bem os alimentos.
⠂Evitar tabagismo ativo e passivo, pois a nicotina diminui a pressão do esfíncter esofágico superior (que é quem impede o refluxo do conteúdo ácido do estômago para o esôfago), além de comprometer a integridade gastrointestinal.
⠂Não tomar medicamentos sem necessidade, já que algumas medicações podem aumentar o risco de esofagite em pessoas suscetíveis.

No geral podemos dizer que é necessário manter-se saudável e evitar exageros, sejam eles alimentares, de consumo de álcool, fumo e até mesmo de estresse e medicamentos. Outras questões devem ser analisadas individualmente e como comentando anteriormente, dependendo da causa haverá necessidade de cuidados específicos.

Depois que a azia se manifestou, é possível comer outros alimentos para aliviar?
Existem alimentos e bebidas que podem auxiliar na digestão e no controle da azia, antes e após as refeições. Para consumir antes: suco de limão ou kombucha, que é um chá fermentado. Depois das refeições, alimentos como abacaxi, o gengibre e chás como funcho, erva doce e alecrim ajudam na digestão. 

Se a sensação de azia veio ou foi agravada por exageros alimentares, precisamos deixar o organismo trabalhar, então nada de forçar uma próxima refeição antes de terminar a digestão. Algumas pessoas faziam isso por seguir aquela regra de comer a cada 3 horas, que não tem sentindo.